Teoria Estruturalista da Comunicação

No Livro Filosofia da Comunicação explicamos a origem da comunicação através da teoria do roubo do fogo. Esta teoria é a origem, a fonte, a matriz de todo o sistema filosófico, político, econômico e religioso do Alvissarismo, e que consiste na tese de que, na era glacial, no período paleolítico inferior (500.000 a. C – 30.000 a. C), na Ilha de Java, o Homem de Trinil roubou o fogo do Homem de Pequim, e que este ato criminoso gerou o espanto necessário para produzir no Homem de Pequim uma mutação em seu DNA, isto é, uma alteração no código genético da célula, cuja causa fora a perda primordial da radiação eletromagnética provocada pela presença do fogo. Essa mutação gênica possibilitou o surgimento de novos genes e, por isso, novas características foram incorporadas ao patrimônio genético da população primitiva, aumentando a sua variabilidade genética. A mutação genética causada pelo roubo do fogo deu origem ao homo sapiens; ou seja, o roubo do fogo gerou o espanto necessário para o surgimento de uma mutação genética no homem primitivo de Pequim, dando-lhe a partir desse instante o gene da linguagem (Fox p2), isto é, o Verbo, que, por sua vez, fez com que o macaco se tornasse homem; através da especiação que essa mutação genética causou, o animal irracional se tornou um animal racional devido à aquisição da linguagem, isto é, da encarnação do Verbo. A Filosofia Alvissarista afirma que o Simbólico surge com o advento da linguagem (Logos) promovida pelo espanto gerado no homem primitivo de Pequim através do roubo do fogo, e é construída aos poucos através do jogo da presença e ausência da radiação do fogo (For! Da!) jogado pelo homem primitivo de Pequim quando, na estratégia de recuperação do fogo roubado pelo homem primitivo de Trinil, transpassara o fogo de mão em mão entre os homens primitivos até chegar com este de volta à aldeia. O mesmo processo que hoje em dia pode ser visto na cultura através dos jogos olímpicos, onde a tocha é passada de mão em mão até chegar ao seu destino final; ou na política, onde a faixa presidencial e a coroa são passadas de presidente a presidente ou de rei a rei; ou na economia, onde o dinheiro como moeda de troca é passado de mão em mão; ou na moral, onde os costumes são passados pelos pais aos seus filhos de geração em geração.

Outra forma de definir essa situação é: o falante é um homem da horda primitiva que fala com todos aqueles, e somente dos homens da horda primitiva que não falam consigo mesmos. Esse raciocínio nos parece perfeitamente lógico, até colocarmos em evidência a seguinte questão paradoxal:

Quem ensinou o primeiro falante a falar?

Esta questão (quem falou com o primeiro falante?) leva o filósofo a um paradoxo lógico que denominaremos de paradoxo do falante, pois, de acordo com a afirmação acima, ele pode se comunicar da seguinte maneira:

1°- Ele ensinou a si mesmo a falar, ou…

2°- Ele foi ensinado por outro falante (que passa a ser ele mesmo).

No entanto, nenhuma dessas possibilidades são válidas, pois:

1°- Se o primeiro falante ensina a si mesmo a falar, então o falante (ele mesmo) não deve falar consigo mesmo.

2°- Se o falante não falar consigo mesmo, então ele (o falante) deve ensinar a si mesmo a falar.

O paradoxo lógico apresentado acima demonstra claramente que a teoria sobre a origem da linguagem, que segundo a nossa própria explicação é aparentemente plausível, torna-se logicamente impossível. O paradoxo do falante demonstra que a nossa teoria sobre a origem da linguagem é por si mesma inconsistente, posto que não seja possível explicar logicamente, isto é, cientificamente como, quando, onde e porque surgiu a linguagem, pois a questão (quem ensinou o primeiro falante a falar?) não pode ser demonstrada nem mesmo em termos matemáticos, posto que o paradoxo do falante esteja diretamente relacionado ao teorema da incompletude de Gödel, onde “qualquer teoria axiomática recursivamente enumerável e capaz de expressar algumas verdades básicas de aritmética não pode ser, ao mesmo tempo, completa e consistente. Ou seja, sempre há em uma teoria consistente proposições verdadeiras que não podem ser demonstradas nem negadas”, como é o caso da teoria do roubo do fogo, que prova a sua própria consistência justamente porque é inconsistente, já que “uma teoria recursivamente enumerável e capaz de expressar verdades básicas da aritmética e alguns enunciados da teoria da prova, pode provar sua própria consistência se, e somente se, for inconsistente”.

Segundo a Filosofia Alvissarista, o Real é um termo que designa um conceito enigmático, não podendo ser equiparado a realidade, uma vez que o Alvissarismo entende que a realidade é estruturada simbolicamente. O Real não é a realidade, pelo contrário, o Real é o núcleo indecifrável da realidade, isto é, algo que nos referencia a um trauma ou fixação marcada pelo limite e a incompletude da simbolização (ou seja, algo que não pode ser expresso em palavras). O Real é o negativo, não tendo existência epistemológica positiva, existindo, portando, somente como algo puramente abstrato, consistindo não como algo externo à realidade, mas como o próprio núcleo da realidade cuja qual a capacidade humana de simbolização, marcada pelo limite e pela incompletude, não consegue alcançar através da ciência, sendo exatamente o que se manifesta dentro da ordem simbólica através da Filosofia, da Arte e da Religião.

Para a Filosofia Alvissarista, a realidade é estruturada como uma ficção, isto é, ela é construída a partir da simbolização limitada pela origem do Logos (Razão), existindo, portanto, um Real antes do Logos e um Real depois do Logos, sendo o primeiro inacessível à ciência, e o segundo manifesto através de fósseis e paradoxos lógicos na linguagem, sendo apenas um tipo de interpretação simbólica da coisa-em-si. Desse modo, o Real manifesta-se através de situações que nos parecem fictícias e abstratas, como sonhos, ritos, mitos, hierofanias e pela mediunidade, permitindo que entremos em contato direto com o que há de mais próximo do Real, promovendo a comunicabilidade entre os mundos sensível e inteligível, isto é, tornando possível a comunicação direta entre o mundo material e o mundo espiritual.

A Filosofia Alvissarista afirma que o Simbólico surge com o advento da linguagem (Logos) promovida pelo espanto gerado no homem primitivo de Pequim através do roubo do fogo, e é construída aos poucos através do jogo da presença e ausência do fogo (For! Da!) jogado pelo homem primitivo de Pequim quando, na estratégia de recuperação do fogo roubado pelo homem primitivo de Trinil, transpassara o fogo de mão em mão entre os homens primitivos até chegar com este de volta à aldeia. O mesmo processo que hoje em dia pode ser visto na cultura através dos jogos olímpicos, onde a tocha é passada de mão em mão até chegar ao seu destino final; ou na política, onde a faixa presidencial e a coroa são passadas de presidente a presidente ou de rei a rei; ou na economia, onde o dinheiro como moeda de troca é passado de mão em mão; ou na moral, onde os costumes são passados pelos pais aos seus filhos de geração em geração.

O imaginário, segundo a Filosofia Alvissarista, é algo semelhante ao Simbólico, no entanto, enquanto o Simbólico relaciona-se de modo a estruturar as leis e regras da sociedade, o Imaginário está diretamente ligado à imagem promovida na mente humana através da experiência sensível (tato, olfato, visão, audição, paladar). O Imaginário é o instrumento que permite com que a experiência sensível promova o conhecimento do mundo; é o que faz com que a experiência sensível de um determinado objeto do mundo possa ser conhecido pelo homem. É aquilo que fez com que o homem primitivo de Pequim, ao ver o fogo roubado pelo homem primitivo de Trinil, trouxesse à sua mente o conceito de fogo como sendo o primeiro signo linguístico existente no mundo, como sendo o ponto de origem da cadeia significante, isto é, a encarnação primeva do Verbo. A visão do fogo trouxe à mente do homem primitivo de Pequim o conceito de fogo, sem, no entanto, ser relacionado aos outros conceitos ideológicos construídos através do tempo e que emergem conjuntamente com essa ideia (o fato de o fogo representar a paixão, o bem, o dinheiro e o poder, o divino, que equivale à lembrança inconsciente de ter recuperado o fogo roubado).

Os registros do Real, Simbólico e Imaginário, de acordo com Lacan (desde o Seminário XX), estão interligados numa forma de nó borromeano, numa estrutura de três anéis que se enlaçam em torno do objeto (a), isto é, o objeto ausênte, o fogo roubado na origem do Logos. Essas três dimensões existenciais estão interligadas de tal modo que a mínima modificação em uma dessas dimensões provocaria uma modificação nas outras duas.

Deste modo, podemos erguer quatro axiomas em nossa teoria da comunicação. Estes quatro axiomas são:

  • A comunicação será possível se, e somente se, for impossível.
  • A comunicação pode ser dividida em unidades (signos).
  • Toda comunicação tem um aspecto digital que se estrutura pelo discurso diacrônico e consciente, sendo, portanto, consistente, constituindo-se pelo que é dito entre as palavras (linguagem falada ou escrita) e um aspecto analógico que se estrutura pelo discurso sincrônico e inconsciente, sendo, portanto, inconsistente, constituindo-se pelo o que é não dito entre as palavras (linguagem corporal, a gestão dos silêncios, a estilística – onomatopeias, metáforas ou metonímias –, os atos-falhos, os sonhos, a ficção, os chistes, os esquecimentos e etc.).
  • A natureza da comunicação está referenciada tanto a outros tipos de comunicação quanto à sociedade que a efetuou, isto é, a comunicação se explica seja quando a comparamos a outros tipos de comunicação num eixo horizontal, seja quando olhamos a estruturação e o pensamento da sociedade de onde a comunicação é efetuada num eixo vertical.

O primeiro axioma exposto acima rompe completamente com o primeiro e o principal axioma da teoria da comunicação de um dos mais notáveis teóricos da teoria da comunicação da atualidade: Paul Watzlawick (1921 – 2007), que estruturou o axioma de que é impossível não se comunicar, posto que todo o comportamento seja uma forma de comunicação. Como não existe forma contrária ao comportamento (“não-comportamento” ou “anticomportamento”), também não existe “não-comunicação”. Então, é impossível não se comunicar. A nossa teoria da comunicação prova justamente o contrário do que pensava Watzlawick, posto que, com base no teorema da incompletude de Gödel, demonstramos que a comunicação é possível somente quando é impossível, sendo a teoria da comunicação de Watzlawick inconsistente justamente por ser consistente, e nossa teoria da comunicação consistente justamente por ser inconsistente, baseando-se no axioma de que é impossível se comunicar.

A comunicação tem origem na linguagem. Quando analisamos a comunicação, o primeiro passo é dividi-la em pequenas unidades denominada “signos”. Estes signos são de estrema importância para a análise estrutural da comunicação. É impossível entender a natureza da comunicação se nós formos lê-la como se lê uma reportagem de um jornal. A comunicação não pode ser lida linha por linha, da esquerda para a direita, começando no início da página do jornal e terminando no fim dela. A comunicação, para ser entendida, requer um tipo de leitura diferente daquele pelo qual as pessoas estão acostumadas a ler um jornal. O jornal deve ser lido como se lê uma partitura musical. Esta é uma estranha afirmação aos estudantes de jornalismo e comunicação, mas vamos ver mais afundo o que queremos dizer com ela. A comunicação não nos mostra seu significado básico através da forma com a qual é exposta num jornal através da sequência dos acontecimentos de forma diacrônica e linear. Para nós o significado da comunicação está vinculado a grupos de acontecimentos que às vezes até se encontram afastados na história escrita no jornal, por isso temos que ler a reportagem em dois níveis, isto é, temos que ler a reportagem no sentido normal da leitura de um jornal tanto como um todo muitas vezes referenciado a outras reportagens do mesmo jornal. Precisamos perceber o jornal como se percebe uma totalidade de reportagens distintas que estão interconectadas umas as outras, por mais que a princípio não pareçam ter nenhuma ligação entre elas; somente assim é possível conhecer de fato o significado latente de um jornal. Um determinado grupo de reportagens num jornal pode estar relacionado a um determinado grupo de reportagens muitas páginas adiante desse mesmo jornal. Ou, ao contrário, um grupo de reportagens no final do jornal pode estar relacionado a um grupo de reportagens em seu início. Por isso um jornal deve ser lido como uma partitura musical.

A partitura musical, bem como o jornal, nos permite a sua leitura comum, normal, linha após linha, da esquerda para a direita, num movimento linear e diacrônico que tem como base o princípio, o meio e fim da reportagem. Esta dimensão de leitura de um jornal pode ser chamada de dimensão digital. Mas o jornal para se transformar em boa comunicação, requer uma leitura sincrônica que pode ser chamada de analógica. Esta, a analogia, e a outra dimensão de leitara além da digital que um jornal exige para se dar a conhecer o seu conteúdo latente, isto é, oculto. A dimensão analógica da leitura de um jornal vai nos dar o seu significado como um todo, revelando o que está por trás de sua aparência, revelando seu conteúdo latente. Um jornal deve, por assim dizer, ser analisado como se analisa um sonho. Deste modo, todo jornal possui em si um conteúdo manifesto e um conteúdo latente, que está por trás ou à sombra daquilo que é manifesto em um jornal. O jornal pode começar por um tema. Em seguida apresentar variações, mudanças de reportagens, inversões, retomadas do tema inicial, repetições do mesmo tema, reportagens solos e etc. Assim como na música ou no sonho, as reportagens de um jornal estão fortemente relacionadas umas com as outras, por mais que a princípio não pareça existir entre tais reportagens qualquer relação. Só captaremos o conteúdo latente de um jornal se o lermos como uma totalidade de reportagens. Se olharmos para uma reportagem de um determinado jornal isoladamente será impossível entender o que ele de fato está nos comunicando. Uma reportagem de um jornal só terá um sentido completo quando o jornal soar-nos como um conjunto de reportagens bem como a música soa-nos como um conjunto de notas. A reportagem de um determinado jornal está relacionada a outras reportagens do mesmo jornal, bem como o jornal de um país, estado ou município está relacionado a outros jornais de um mesmo país, estado ou município. Esta constituição analógica de um jornal ou da comunicação estrutura a harmonia de sua informação.

Olhamos este quadro de reportagens de um determinado jornal como se olha uma partitura musical. Os números da esquerda para a direita, linha após linha, indicam a ordem digital da comunicação tal qual a lemos normalmente. Os números que se repetem nas colunas nos dão a dimensão analógica da comunicação que possui um significado complementar a comunicação digital, onde temos todas as relações das colunas no sentido de suas repetições, ou seja, no sentido da repetição das reportagens de um jornal, agrupando-se elementos semelhantes uns aos outros (todos os números 1..2…3 e etc.), e para conhece-la temos que olhar a totalidade dos quadros de reportagem de um determinado jornal da mesma forma como um maestro olha a partitura de uma orquestra. A comunicação é um conjunto de signos, bem como um jornal é um conjunto de reportagens. Para nós, a comunicação só pode ser efetuada e compreendida em sua totalidade segundo a percepção desta dupla dimensão de um jornal. Portanto, além da ideia de que o jornal pode ser dividido em unidades denominadas reportagens, para nós outros o jornal será sempre referenciados a dois eixos de sua comunicação – digital e analógico –, ou diacrônico, consciente e consistente, e sincrônico, inconsciente e inconsistente; eis porque a comunicação será possível se, e somente se, for impossível. A comunicação de um jornal se explica seja quando comparamos as reportagens deste mesmo jornal a outras reportagens num eixo horizontal, seja quando olhamos a estruturação e o pensamento do jornal de onde retiramos a reportagem, num eixo vertical.

Façamos, portanto, uma análise estrutural da revista Veja. Quando analisamos o site da Veja na data de 16/06/2016 percebemos que a revista está dividida pelas seguintes categorias: Brasil, Ciência, Economia, Educação, Entretenimento, Esporte, Mundo, Saúde e Tecnologia. No entanto, as notícias primárias da revista são 1 = Brasil, 2 = Economia; onde nove notícias são da categoria Brasil e sete são da categoria Economia, não havendo notícias sobre qualquer outra categoria na exposição noticiaria primária do site da revista Veja. Mas o que isso prova? Ora, isso prova que a revista Veja é uma revista que trata exclusivamente do espectro econômico do Brasil, que pode ser analisado em dois quadros:

                                Quadro 1:

  • Nova baixa no governo Temer: Cai o ministro do Turismo.
  • Renan defende mudança na Lei da Delação: ‘No desespero, delator envolve até a mãe’.
  • MP pede condenação de ex-presidentes da Valec por desvios na ferrovia Norte-Sul.
  • Temer eleva o tom e diz que acusações de Machado são ‘levianas e criminosas’.
  • Ex-líder petista promete processar Sérgio Machado.
  • A ética da propina na Transpetro de Sérgio Machado: sem aditivos.
  • STF arquiva ação que pedia explicação de Dilma sobre tese do ‘golpe’.
  • Amigo de garoto morto pela PM entra em programa de proteção e sai de São Paulo.
  • Polícia apreende ecstasy com a forma do rosto de Heisenberg, de ‘Breaking Bad’.

                  Quadro 2:

  • Meta fiscal de 2017 será revista e ficará sem CPMF, diz ministro.
  • Prévia do PIB fica estável em abril, após 15 quedas seguidas, diz BC.
  • Bradesco faz parceria com Visa para pulseira de pagamento eletrônico.
  • Marx ‘capitalista’: primeira edição de ‘O Capital’ é vendida por R $ 1 Milhão.
  • Ninguém sabe o que acontecerá com o Brexist, afirma diretor geral da OMS.
  • Para CNI, economia brasileira está próxima de ponto de inflexão.
  • Proposta de teto para gasto pode se arrastar no Congresso.

Bem, o que será que existe em comum entre o quadro 1 e o quadro 2? Para nós é óbvio, as notícias do quadro 1 indicam a presença da categoria Economia. Por outro lado, o quadro 2 indica a notória presença da categoria Brasil. Sendo o quadro 1 o oposto do quadro 2 e vice-versa. Se no quadro 1 o Brasil é identificado com a prática da subtração do dinheiro, por outro lado no quadro 2 a economia é identificada com a adição do dinheiro. Se no quadro 1 o Brasil é roubado, no quadro 2 a economia é recuperada. Se no quadro 1 o dinheiro está ausente, no quadro 2 o dinheiro está presente. Se no quadro 1 o dinheiro desaparece, no quadro 2 o dinheiro reaparece. Se no quadro 1 o crime se mostra, no quadro dois ele se oculta. Se o quadro 1 é a afirmação do crime, o quadro 2 é a negação do crime. Ambos os quadros fazem parte do discurso ideológico da revista Veja, traduzindo o que há por trás de um inocente conjunto de notícias de uma das revistas com maior circulação do país. É assim que conseguimos perceber que uma revista como a Veja, por exemplo, por um momento deixou completamente de ser uma revista para se tornar instrumento de propagação ideológica da extrema Direita do Brasil, particularmente no período em que Eurípedes Alcântara se manteve a frente na direção de redação da revista, contratando pessoas como o jornalista Reinaldo Azevedo, economistas como o liberal Rodrigo Constantino e olavetes como Felipe Moura Brasil para escrever artigos com opiniões conservadoras, liberais e repetir como um papagaio tudo o que dizia o filósofo de extrema Direita Olavo de Carvalho. 

“As palavras, expressões, proposições, etc., mudam de sentido segundo as posições sustentadas por aqueles que as empregam, o que quer dizer que elas adquirem seu sentido em referência a essas posições, isto é, em referência às formações ideológicas (…) nas quais essas posições se inscrevem. Chamaremos, então, formação discursiva aquilo que, numa formação ideológica dada, isto é, a partir de uma posição dada numa conjuntura dada, determinada pelo estado da luta de classes, determina o que pode e deve ser dito (articulado sob a forma de uma arenga, de um sermão, de um panfleto, de uma exposição, de um programa, etc.).” (Michel Pêcheux; 1975. p.160).

Hoje a coisa mudou na revista Veja, já que tais nomes foram demitidos e o diretor de redação Eurípedes Alcântara substituído por André Petry, que tem uma visão de mundo menos conservadora do que o seu antecessor, no entanto, ainda dá continuação a seu legado ideológico dentro da revista, que parou de fazer jornalismo há muito tempo para fazer propaganda político-ideológica de extrema Direita, sendo um exemplo de como não se fazer jornalismo.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s