Transtornos Espirituais

 No Livro Metapsicopatologia propomos a tese de que os transtornos espirituais são doenças de etiologia espiritual, tendo origem e cura no próprio espírito.

1- Transtorno corporal: A pessoa sente espetadas, choques ou insetos ou pequenos animais correndo sobre sua pele. O transtorno corporal com pequenos animais ou insetos geralmente ocorrem associados ao ataque de um orixá maligno ou demônio, mas não de um espírito obsessor, pois ele não tem poder para isso. Também são relativamente frequentes os transtornos corporais sentidas nos genitais, sobretudo, que sentem de forma passiva que forças estranhas o tocam, cutucam ou penetram seus genitais, como no caso descrito acima vivenciado pelo presente autor, onde teve a sensação de ter sua genitália ser picada por centenas de formigas. Este caso de transtorno corporal/genital também é narrado no antigo livro medieval O Martelo das Bruxas, que narra um fenômeno de transtorno espiritual corporal onde o órgão masculino é simplesmente eliminado virtualmente pelo poder dos demônios por meio da magia das bruxas:

“Aqui se declara a verdade a respeito das operações diabólicas com referência ao órgão masculino. E para deixar claro os fatos, pergunta-se se as bruxas, com a ajuda dos demônios, podem em realidade e em verdade eliminar o membro, ou se só o fazem em aparência, por algum encantamento ou ilusão. E afirma-se a fortiori que podem o fazer; pois como os demônios podem fazer coisas maiores que essa, tais como os matar ou os transportar de um lugar a outro – como se mostrou mais acima, nos casos de Jó e Tobías, – também podem, em verdade e em realidade, eliminar os membros dos homens”. (O Martelo das Bruxas).

“E uma vez mais, um poder maior que converter à esposa de Lot numa coluna de sal, é arrebatar o órgão masculino; e aquela (Gênesis) foi uma metamorfose real e verdadeira, não aparente (pois se diz que essa coluna, todavia pode-se ver). E isso fez um anjo mau, tal como os anjos bons atacaram de cegueira os homens de Sodoma, de modo que não pudessem encontrar a porta da casa. E o mesmo se sucedeu com os outros castigos dos homens de Gomorra. Por certo a interpretação afirma que a esposa de Lot estava manchada desse vício, e por isso foi castiga”. (O Martelo das Bruxas).

“E uma vez mais, quem pode criar uma forma natural também pode eliminá-la. Mas os

demônios criaram muitas formas naturais, como fica evidente nos magos do faraó, quem com a ajuda do demônio faziam sapos e serpentes. Também Santo Agostinho, no Livro LXXXIII, diz que as coisas que fazem de maneira visível aos poderes inferiores do ar não podem se considerar simples ilusões; e inclusive os homens, por meio de uma hábil incisão, são capazes de eliminar o órgão masculino; em conseqüência, os demônios podem fazer de forma invisível o que outros fazem de maneira visível. Mas pelo contrário, Santo Agostinho (Ciuitate Dei XVIII) diz: “não há que achar que por meio da arte ou poder dos demônios, o corpo do homem possa se transformar na semelhança de um animal. Por isso é também impossível que possa ser eliminado o essencial para a realidade do corpo humano”. Ainda assim diz (Trinitate, III): “não há que pensar que esta substância de matéria visível esteja submetida à vontade dos anjos caídos, pois só se encontra submetida a Deus”. (O Martelo das Bruxas).

Adendo: Este tipo de fenômeno ou transtorno espiritual que se manifesta como transtorno corporal só pode ser validado em caso de certeza absoluta de que a pessoa em questão não sofre de nenhum tipo de psicose, em especial a esquizofrenia, posto que neste caso, este tipo de fenômeno é muito comum em pacientes esquizofrênicos. É aqui que entra a lógica paraconsistente de Newton da Costa, ou seja, o sujeito vivencia um fenômeno (alucinação tátil) que é típica da esquizofrenia, mas não é um esquizofrênico. Como resolver a contradição? Na verdade a própria contradição ou paradoxo já aponta para o fato de que o fenômeno não é natural, mas sim sobrenatural. Deste modo, o transtorno corporal será um transtorno espiritual se, e somente se, o paciente não sofrer de nenhum tipo de psicose, em especial a esquizofrenia.

Tratamento: O tratamento do transtorno corporal é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 54 Pedido de Socorro, e terminar com uma recitação do salmo 70 Pedido de auxílio.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

2 – Transtorno de Possessão Demoníaca: A pessoa fica completamente subjugada ou possuída por uma entidade demoníaca, pois somente os demônios têm o poder de possuir completamente o corpo de um ser humano, sendo este ato impossível ao orixá e ao obsessor, que só possuem poder para a incorporação, mas não para a possessão. Os principais sintomas da possessão demoníaca são: mudança repentina de personalidade, a agressividade intensa e gratuita contra seres humanos e animais, desprezo e aversão a objetos religiosos, falar em tonalidades estranhas e línguas estranhas que a pessoa não conhece mudança na cor dos olhos e no formato da íris, cheiro de enxofre.

“Porque a autoridade das Sagradas Escrituras diz que os demônios têm poder sobre os corpos e as mentes dos homens, só quando Deus lhes permite exercer esse poder, tal como se desprende com clareza de várias passagens das Escrituras”. (Martelo das Bruxas)

                             

“A obra de Deus pode ser destruída pela obra do diabo? Levando em conta o que acabamos de dizer a respeito do poder e os efeitos da bruxaria, o diabo só pode existir com a licença de Deus, então não procede que o demônio seja mais forte que Deus. Ainda mais, ele não pode usar de toda violência como desejaria para prejudicar as obras de Deus, porque se não tivesse limitações poderia destruí-las por completo”. (O Martelo das Bruxas)

Tratamento: O tratamento do transtorno de possessão demoníaca é o exorcismo, que deve ser realizado pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) conforme descrito no Ritual Romano.

REFORMADO POR DECRETO DO CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II E PROMULGADO POR AUTORIDADE DE S. S. O PAPA JOÃO PAULO II.

“No rito do exorcismo, além das fórmulas do próprio exorcismo, dê-se especial atenção aos gestos e ritos que têm a maior importância pelo facto de serem utilizados no tempo de purificação do itinerário catecumenal. Tais são o sinal da cruz, a imposição das mãos, o soprar e a aspersão de água benta”.

“O rito começa com a aspersão de água benta, pela qual, como memória da purificação recebida no Baptismo, se protege o atormentado contra as ciladas do inimigo”.

“A água pode benzer-se antes do rito ou no próprio rito antes da aspersão e, se parecer oportuno, com a mistura de sal”.

“Segue-se a prece litânica, na qual se invoca para o atormentado a misericórdia de Deus pela intercessão de todos os Santos”.

“Depois da ladainha, o exorcista pode recitar um ou vários salmos, que imploram a protecção do Altíssimo e exaltam a vitória de Cristo sobre o Maligno. Os salmos dizem-se de modo directo ou responsorial. Terminado o salmo, o próprio exorcista pode acrescentar a oração sálmica”.

“Em seguida proclama-se o Evangelho, como sinal da presença de Cristo, que cura as enfermidades do homem pela proclamação da sua pró­pria palavra na Igreja”.

Depois o exorcista impõe as mãos sobre o atormentado, a invocar o poder do Espírito Santo para que o diabo saia daquele que pelo Baptismo se tornou templo de Deus. Ao mesmo tempo pode soprar para a face do atormentado”.

“Recita-se, então, o Símbolo ou renovam-se as promessas do Baptismo com a renúncia a Satanás. Segue-se a oração dominical, na qual se implora a Deus, nosso Pai, que nos livre do Mal”.

Depois disso, o exorcista mostra ao atormentado a cruz do Senhor, que é a fonte de toda a bênção e graça, e faz o sinal da cruz sobre ele, a manifestar o poder de Cristo sobre o diabo”.

Finalmente diz a fórmula deprecativa, na qual se roga a Deus, bem como a fórmula imperativa, na qual se ordena directamente ao diabo, em nome de Cristo, para que se afaste do atormentado. Não se utilize a fórmula imperativa senão depois de se dizer a fórmula deprecativa. Por seu lado, a fórmula deprecativa pode ser utilizada sem fazer a imperativa”.

“Tudo o que foi descrito pode repetir-se, quantas vezes for necessário, quer na mesma celebração, atendendo ao que adiante se diz no n. 34, quer noutro tempo, até que o atormentado seja totalmente liberto”.

O rito conclui-se com um cântico de acção de graças, a oração e a bênção”.

“O exorcista, lembrando-se de que certo género de demónios só podem ser expulsos pela oração e o jejum, procure recorrer principalmente a estes dois remédios para implorar o auxílio divino, a exemplo dos Santos Padres, quer por si quer por outros, na medida do possível”.

“O cristão atormentado, de modo especial antes do exorcismo, se é possível, deve orar a Deus, praticar a mortificação, renovar frequente­mente a fé do Baptismo recebido e acorrer muitas vezes ao sacramento da reconciliação, bem como fortalecer-se com a sagrada Eucaristia. Podem também ajudá-lo na oração os parentes, os amigos, o confessor ou director espiritual, para que lhe seja mais fácil a oração pela presença e caridade de outros fiéis”.

O exorcismo, se for possível, celebre-se num oratório ou noutro lugar apropriado, separado da multidão, onde esteja patente a imagem de Jesus crucificado. Também deve haver nesse lugar uma imagem da Bem-aven­turada Virgem Maria”.

Tendo em conta a condição e as circunstâncias do fiel atormentado, o exorcista use livremente as faculdades propostas no rito. Mas observe a estrutura da celebração, organize-a e escolha as fórmulas e orações que forem necessárias, adaptando tudo às circunstâncias de cada pessoa”.

  1. a) Atenda em primeiro lugar ao estado físico e também psicológico do atormentado e às variações possíveis no seu estado durante o dia ou a hora.
  1. b) Quando não há nenhum grupo de fiéis presente, nem sequer um grupo pequeno, – que é uma situação também recomendada pela prudência e a sabedoria fundada na fé – recorde o exorcista que em si mesmo e no fiel atormentado já está a Igreja, e lembre isso ao próprio fiel atormentado.
  1. c) Procure sempre que o fiel atormentado, durante o exorcismo, se é possível, se mantenha em total recolhimento, se volte para Deus e lhe peça a sua libertação com firmeza de fé e grande humildade. E, se for atormentado com mais veemência, suporte-o pacientemente, sem perder de modo algum a confiança no auxílio de Deus, pelo ministério da Igreja.

Se algumas pessoas escolhidas forem admitidas à celebração do exorcismo, sejam exortadas a orar instantemente pelo irmão atormentado, quer privadamente quer do modo indicado no rito, abstendo-se, porém, de utilizar qualquer forma de exorcismo, quer deprecativa quer imprecativa, que só o exorcista pode proferir”.

Convém que o fiel liberto da opressão diabólica dê graças a Deus pela paz recuperada, quer individualmente quer juntamente com os seus familiares. Além disso, seja aconselhado a perseverar na oração, sobretudo inspirada na Sagrada Escritura, a frequentar os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, e a fortalecer a sua vida cristã com obras de caridade e amor fraterno para com todos”.

3 – Transtorno dos males e doenças corporais e psíquicas: A pessoa, sem causas explicáveis cientificamente, é tomada, por algum distúrbio das funções de algum órgão do corpo, ou da psique, ou do organismo como um todo que está associado a sinais e sintomas incomuns e inexplicáveis pela ciência, ou, mesmo explicáveis pela ciência, o tratamento medicinal ou psiquiátrico clássico não logra êxito e eficácia. No Alvissarismo o orixá que é o destruidor de vidas através de doenças graves e terminais é chamado Cabeça Satânica. Um caso clássico desse tipo de transtorno foi o experimentado por Anneliese, que teve graves distúrbios psiquiátricos a partir dos 16 anos de idade até sua morte, aos 23 anos, sendo seu quadro clínico composto desnutrição secundária e diagnosticada com algum tipo de doença mental desconhecida. Mesmo depois de vários anos de tratamento psiquiátrico ineficaz, ela se recusou ao tratamento médico e solicitou um exorcismo, pois acreditava estar possuída por uma legião de demônios.

“E o primeiro argumento é o que segue. Que o diabo pode provocar um efeito mágico sem a colaboração de um bruxo. Assim afirma Santo Agostinho. Todas as coisas que acontecem de forma visível, de modo que é possível vê-las, podem – se acreditar – ser obra dos poderes inferiores do ar. Mas os males e dolências corporais não são por certo invisíveis; antes disso, resultam visíveis aos sentidos, no entanto podem ser provocados pelos diabos. Mais ainda, pelas Sagradas Escrituras conhecemos os desastres que caíram sobre Jó, como o fogo descendo do céu que ao cair sobre as ovelhas e outras criações os consumiu, e de como um vento violento derrubou as quatro paredes de uma casa, de modo que caíram sobre seus filhos e os mataram. O diabo por si próprio, sem colaboração de bruxos, senão nada mais que a permissão de Deus, pôde provocar todos esses desastres. Portanto não há dúvida de que pode fazer muitas coisas que com frequência se atribuem ao poder dos bruxos.” (O Martelo das Bruxas).

“E o primeiro argumento é o que segue. Que o diabo pode provocar um efeito mágico sem a colaboração de um bruxo. Assim afirma Santo Agostinho. Todas as coisas que acontecem de forma visível, de modo que é possível vê-las, podem – se acreditar – ser obra dos poderes inferiores do ar. Mas os males e dolências corporais não são por certo invisíveis; antes disso, resultam visíveis aos sentidos, no entanto podem ser provocados pelos diabos. Mais ainda, pelas Sagradas Escrituras conhecemos os desastres que caíram sobre Jó, como o fogo descendo do céu que ao cair sobre as ovelhas e outras criações os consumiu, e de como um vento violento derrubou as quatro paredes de uma casa, de modo que caíram sobre seus filhos e os mataram. O diabo por si próprio, sem colaboração de bruxos, senão nada mais que a permissão de Deus, pôde provocar todos esses desastres. Portanto não há dúvida de que pode fazer muitas coisas que com frequência se atribuem ao poder dos bruxos.” (O Martelo das Bruxas)

Adendo: Este tipo de fenômeno ou transtorno espiritual que se manifesta como transtorno dos males ou doenças corporais e psíquicas só pode ser validado em caso de uma causa inexplicável cientificamente para a doença, bem como a ineficácia do tratamento médico ou psiquiátrico clássico frente à doença. Deste modo, o transtorno dos males ou doenças corporais e psíquicas será um transtorno espiritual se, e somente se, a doença não tiver uma explicação científica e o tratamento médico ou psiquiátrico clássico não for eficaz.

Tratamento: O tratamento do transtorno de doenças corporais e psíquicas é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 41 Oração na Doença, e terminar com uma recitação do salmo 38 Oração de um Pecador Penitente.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

4 – Transtorno de sexualidade e/ou do ato sexual: A pessoa sente desejos e têm fantasias sexuais pervertidas, como incesto, zoofilia, necrofilia, orgia, estupro, instigado por espíritos obsessores, orixás malignos ou demônios que exercem sua função através da perversão da sexualidade. No Alvissarismo o orixá que instiga a perversão sexual é chamado Kurupiri, que é o espírito destruidor da paz, que instiga a violência aos homens e animais e costuma violentar virgens, sendo filho de Taubá, que é Satanás – a personificação do mal. Outros seres humanos se dão a cópula sexual com demônios, chamados íncubos e súcubos, chegando a gerar crianças.

“Porém alguns podem argumentar que os demônios possuam seu papel nessa gestação, não como causa essencial, mas como causa secundária e artificial, para que consigam se intrometer no processo da cópula e da concepção normal, pois obtêm sêmen humano e eles mesmos o transladam.

Objeção àqueles que acreditam que: Os demônios poderiam executar este ato em cada etapa da vida, isto é, durante o matrimonio ou em qualquer momento; ou que possam executá-lo num único estado. No entanto, não podem realizá-lo no primeiro estado, do contrário o ato do demônio seria mais poderoso que o de Deus, Quem instituiu e confirmou esse sagrado estado, já que se trata de um estado de continência e matrimônio. Nem podem efetuá-lo em qualquer outro estado, já que jamais lemos nas Escrituras que os filhos possam ser concebidos num determinado estado e não em outro. Mais ainda, conceber uma criança é um ato de um corpo vivo, e os demônios não podem dar vida aos corpos que adotam, porque a vida, em termos formais, só procede da alma, e o ato de engendrar pertence aos órgãos físicos que possuem vida corporal. Portanto, os corpos adotados desta maneira não podem conceber nem procriar. Embora possam dizer que esses demônios adotam um corpo, não para infundir-lhe a vida, mas para conservar, por meio desse corpo, o sêmen humano, e passa-lo a outro corpo. Objeção. Na ação dos anjos, sejam eles maus ou bons, nada há de supérfluo e inútil, e também nada há de supérfluo e inútil na natureza. Porém o demônio, por seu poder natural, que é muito maior que qualquer poder físico humano, pode executar qualquer ação espiritual, e a executar diversas vezes, e não ser capaz de discerni-la. Portanto pode executar essa ação, ainda que o homem não compreenda quando o demônio tem haver com ela. Porque todas as coisas materiais e espirituais se encontram numa escala inferior à das inteligências puras e espirituais, mas os anjos, sejam bons ou maus, são inteligências puras e espirituais. Portanto podem dominar o que se encontra abaixo deles. Em consequência o demônio pode reunir e utilizar a vontade o sêmen humano que pertence ao corpo. No entanto, reunir o sêmen humano de uma pessoa e transmiti-lo a outra implica certas ações locais. Porém os demônios não podem levar corpos de um local a outro em termos de lugar. Assim, este é o argumento que formulamos: A alma é uma pura essência espiritual, o mesmo que o diabo; mas a alma não pode mover um corpo de um lugar a outro, salvo quando se trata do corpo que habita e ao qual dá vida. Daí, se qualquer membro do corpo perece, fica morto e imóvel. Portanto os demônios não podem transladar um corpo de um lugar a outro, salvo quando se trata de um corpo ao qual dão vida. Porem foi mostrado e reconhecido que os demônios não concedem a vida a ninguém e, portanto não podem transladar o sêmen humano localmente, isto é, de lugar em lugar, de corpo em corpo. Ainda mais, todas as ações se realizam por contato, e em especial o ato de conceber. Porém não parece possível que exista contato entre o demônio e os corpos humanos, já que aquele não tem um ponto de contato concreto com eles. Portanto não pode injetar sêmen num corpo humano, e em consequência tal ato exige uma ação corporal, pelo qual parece que o demônio não pode executar… Além do mais, os demônios não possuem poderes para mover os corpos que em ordem natural têm uma relação mais estreita com eles, por exemplo, os corpos celestes e, portanto carecem de poderes para mover os corpos mais distantes e distintos deles. A premissa maior está demonstrada, já que o poder que move e o movimento são uma só e a mesma coisa, segundo Aristóteles, em sua Física. Segue-se, pois, que os demônios que movem corpos celestes têm de estar no céu, o qual é em todo sentido falso, tanto em nossa opinião como na dos Platonistas. Além do mais, Santo Agostinho Sobre a Trinidade III diz, que o demônio, em verdade, reúne sêmen humano, por meio do qual pode produzir efeitos corporais; mas isso não pode ser feito sem certo movimento local, com o qual os demônios podem transportar o sêmen reunido e injeta-lo nos corpos de outros. Mas como diz Walafrido Estrabón em seu comentário sobre o Êxodo, 11: “Então o Faraó chamou também os sábios e os encantadores”: Os demônios vão pela terra reunindo todo tipo de sementes, e trabalhando com elas podem difundir várias espécies. Veja-se também o sentido sobre essas palavras: o Faraó chamou. E também, no Gênesis, III, a interpretação apresenta dois comentários sobre as palavras: “E os filhos de Deus viram às filhas dos homens”. Primeiro que por filhos de Deus se entende os filhos de Set, e por filhas dos homens às de Caim. Segundo, que aqueles gigantes foram criados, não por algum ato incrível dos homens, mas por certos demônios, que são desavergonhados em relação às mulheres. Pois a Bíblia diz que os gigantes estavam sobre a terra. Mais ainda, inclusive antes do Dilúvio, não só os corpos dos homens, mas também os das mulheres eram destacada e incrivelmente belos.

Resposta. Com fins de brevidade omitimos boa parte do que se relaciona ao poder do demônio e de suas obras, no aspecto dos efeitos da bruxaria. Pois o leitor piedoso será capaz de aceitá-lo como o apresentamos, ou, se desejar pesquisar além, poderá encontrar todos os pontos esclarecidos no segundo Livro das Sentenças 5. Assim verão que os demônios executam todas suas obras de maneira consciente e voluntária; pois a natureza que lhes foi dada não mudou. Veja a esse respeito

Dionísio, em seu quarto capítulo: “a natureza deles se mantém intacta e esplêndida, ainda que não a utilizem para o bem”. Em quanto a sua inteligência, advertimos que decorrem de três pontos de compreensão, a saber: a sutileza de sua natureza; sua antiga experiência e a revelação dos espíritos superiores. Também descobrirá que, pela influência dos astros, conhecem as características dominantes dos homens e, portanto, descobrem quando alguns estão mais dispostos a executar obras de feitiçaria do que outros, e que molestam os propensos, antes de mais nada, com vistas a tais ações. E quanto a intenção deles, o leitor descobrirá que se orienta de forma imutável para o mal, e que continuamente peca por orgulho, inveja e grosseira cobiça; e que Deus, para Sua própria glória, lhe permite trabalhar contra Sua vontade. E também entenderá que com estas duas qualidades: do intelecto e da vontade, os demônios fazem milagres, de maneira que não exista poder na terra que se compare ao deles: Jó cita: “Não há na terra poder que possa se comparar com o que foi criado para não temer a nada”. Mas nesta passagem quando afirma que não teme a ninguém, está subentendido aí os méritos dos Santos. Também perceberá que o demônio conhece os pensamentos de nossos corações; e que de forma essencial e desastrosa pode metamorfosear os corpos com a ajuda de um agente; e pode transladar os corpos de um lugar a outro e alterar os sentimentos exteriores e internos em qualquer medida concebível; e que lhe é possível modificar o intelecto e a vontade do homem, por mais indiretamente que o faça. Pois se tudo isto é pertinente para nossa investigação, só desejamos extrair daí uma conclusão quanto à natureza dos demônios, e desse modo prosseguir o estudo de nossa questão. Agora bem, os Teólogos lhes atribuíram certas qualidades, como a de espíritos impuros, mas não por sua natureza. Pois segundo Dionísio há neles uma loucura natural, uma feroz concupiscência, uma desenfreada fantasia, como se percebe em seus pecados espirituais: orgulho, inveja e cólera. Por este motivo são os inimigos da raça humana: racionalizam, mas raciocinam sem palavras; sutis na maldade, ansiosos em provocar danos; sempre férteis em novos enganos, modificam as percepções e turvam as emoções dos homens, confundem os vigilantes e nos sonhos perturbam os dormentes; provocam doenças, engendram tempestades, disfarçam-se de anjos de luz, sempre levam ao encontro do inferno; e às bruxas lhes roubam para si a adoração de Deus, e por este meio se efetuam encantamentos mágicos; tratam de obter o domínio sobre os bons, para molestá-los até o máximo de seu controle; aos eleitos entregam-se em tentação, e sempre se encontram a espreita da destruição dos homens. Mesmo existindo mil maneiras de causar danos, desde sua queda, tentam provocar cismas na igreja; impedir a caridade; infectar com a bílis da inveja a doçura dos atos dos santos; perturbar de todas as maneiras possíveis à raça humana, o seu poder se mantém limitado às partes privadas e ao umbigo. Veja-se Jó. Pois graças à fraqueza da carne possui grande poder sobre os homens; e nos homens a fonte da imoderação encontra-se nas partes privadas, já que delas emanam o sêmen, tal como nas mulheres emana do umbigo. Portanto, entendidos esses detalhes para uma adequada compreensão do problema dos íncubos e dos súcubos, deve dizer-se que é uma concepção tão católica afirmar que em certas ocasiões os homens podem ser concebidos por meio de íncubos e súcubos, como é contrário às palavras dos santos, e ainda à tradição das Sagradas Escrituras, manter a opinião contrária. E isto se demonstra da seguinte maneira. Em um lugar Santo Agostinho formula esta questão, não a respeito das bruxas, mas com referência às obras dos próprios demônios, e às fábulas dos poetas, e deixa o assunto envolvido em certas dúvidas, ainda que mais tarde se defina em relação às Sagradas Escrituras. Pois em seu III Livro Ciutate Dei, capítulo 2, diz: “Deixamos em aberto a questão quanto se era possível que Vênus desse à luz a Enéas por meio do coito com Anquises”. Pois uma dúvida similar surge nas Escrituras, onde se pergunta se os anjos maus deitaram com as filhas dos homens, e deste modo a terra se encheu então de gigantes, isto é, de homens enormemente grandes e fortes. Mas a solução do tema está no Livro 5, capítulo 25, com estas palavras: “É crença geral, cuja veracidade muitos confirmam por experiência própria, ou ao menos de ouvi-las, ou por ter sido experimentada por homens de absoluta confiança, que os sátiros e os faunos (que geralmente se denomina íncubos) se apresentaram perante as mulheres lascivas e trataram de obter e obtiveram o coito com elas. E que certos demônios que os gauleses chamam de dusios tentam de forma persistente, e conseguem, esta atividade conflitante; fato confirmado por tantas testemunhas dignas de crédito, que seria insolente negar”. Mais tarde, neste mesmo livro, soluciona a segunda afirmação, a saber: que a passagem do Gênesis sobre os filhos de Deus (isto é, Set) e as filhas do desejo (ou seja, de Caim) não fala só dos íncubos, já que a existência deles ainda não era acreditada. Nesse sentido existe a interpretação que já mencionamos antes. Diz que não é alheio à crença o fato de que os gigantes de que falam as Escrituras fossem engendrados, não por homens, mas por anjos ou certos demônios que procuram às mulheres. No mesmo sentido há a interpretação de Isaías, XIII onde o profeta prega a destruição de Babilônia e os monstros que lá habitam. Diz: “Os bufos moraram ali, e os sátiros dançaram ali”. Onde, por sátiros entendem-se demônios; como dizem na interpretação, os sátiros são criaturas selvagens e peludas dos bosques, que representam certo tipo de demônios chamados íncubos. E uma vez mais em Isaías XXXIV, onde se profetiza a destruição do país dos iduneos porque perseguiram os judeus, e diz: “Será morada de dragões e refúgio para mochos. Também os animais selvagens do deserto se encontrarão ali…” A leitura nas entrelinhas interpreta isso como referência a monstros e demônios. E, no entanto o Beato Gregório explica que estes são deuses dos bosques com outro nome, não os que os gregos chamavam de Pan, e os latinos íncubos. Da mesma maneira, o Beato Isidoro, no último capítulo de seu oitavo livro, diz: Os sátiros são aqueles denominados em grego Pan e íncubos em latim. E lhes chamam íncubos por sua pratica de encavalar-se, isto é, de orgia. Pois com frequência anseiam rigorosamente às mulheres, e copulam com elas; e os gauleses são chamados de dusios, porque são diligentes nessa animalidade. Mas o demônio que as pessoas comuns chamam de íncubo, é denominado Fauno dos Figos pelos romanos; ao qual Horácio disse: “Oh, fauno, amor das ninfas que fogem, que percorre com doçura, minhas terras e meus sorridentes campos”. E quanto a São Paulo, em Coríntios, I, 4 uma mulher deve manter a cabeça coberta pelos anjos, e muitos católicos acham que “pelos anjos” refere-se aos íncubos. A mesma opinião ostenta o venerável Bede em seu History of the English; e também Guilherme de Paris na última parte do sexto tratado de seu livro Do Universo. Mais ainda, São Tomás fala nisso em I, 25 e II, 8 e em outras partes; e também Isaías, XII e XIV. Portanto diz-se que é impensável negar essas coisas. Pois o que parece certo para muitos não pode ser do todo falso, segundo Aristóteles em De Somno et Vigília, e na Segunda Ética. Sem falar das muitas histórias autenticas, tanto católicas como pagãs, que afirmam de maneira aberta a existência dos íncubos. Mas o motivo pelos quais os demônios se convertem em íncubos ou súcubos não é com vistas ao prazer, já que um espírito não tem carne nem sangue; E antes de mais nada é com intenção, por meio do vício da luxuria, provocar danos em dobro contra os homens, isto é, no corpo e na alma, de modo que os homens possam se entregar mais ainda a todos os vícios. E não há dúvida que sabem que sob a influência dos astros o sêmen e mais vigoroso, e que os prazeres assim concebidos serão sempre pervertidos pela bruxaria. Quando Deus Todo Poderoso enumerou muitos vícios de luxuria que reinava entre os descrentes e os hereges, é porque desejava que Seu povo ficasse ciente. Em Levítico, XVIII diz: “Em nenhuma, destas coisas vós serão manchados; porque todas estas coisas têm poluído as pessoas que eu criei perante todos. E a terra foi contaminada e eu conheci a maldade sobre ela, e a terra vomita seus habitantes”. Pelo contrário, a interpretação da palavra “terra” explica que significam demônios e, devido a sua multidão, se denominam as pessoas do mundo, que se regozijam em todos os pecados, em especial o da fornicação e idolatria, porque graças a eles ficam manchados em corpo e alma e é, a totalidade dos homens que se denomina “a terra”. Porque cada um dos pecados que o homem comete se encontra fora de seu corpo, mas o homem que comete fornicação peca neste corpo. Se alguém pretender seguir estudando as histórias relativas aos íncubos e súcubos, que leia (como já foi dito) Bede em sua History of the English e Guilherme, e por último Tomás de Brabante em seu livro Sobre Besa. Voltando ao assunto. E antes de mais nada, ao ato natural de propagação instituído por Deus, isto é, entre o homem e a mulher. Como se fosse por permissão de Deus, o Sacramento do

Matrimônio poderia ser anulado pela obra do demônio mediante a bruxaria, como se mostrou mais acima. E o mesmo orquestra com muito empenho para qualquer outro ato venéreo entre o homem e a mulher. Mas há de se perguntar: Porque se permite ao demônio efetuar feitiços sobre o ato venéreo, do que sobre qualquer outro ato humano? Responde-se que os Doutores dão muitas razões, que serão analisadas mais adiante, na parte referente à permissão divina. No momento deve bastar a razão que se mencionou antes, a saber: que o poder do demônio reside nas partes privadas dos homens. Pois de todas as lutas, as mais difíceis são aquelas em que o combate é contínuo, e raras são as vitórias. E é pouco consistente afirmar, que nesse caso a obra do demônio é mais forte que a de Deus, já que o ato matrimonial instituído por Deus pode ser anulado; pois o demônio não o anula, pela violência, já que não tem poder algum no assunto, a salvo na medida em que Deus o permite. Portanto seria melhor argumentar que carece de poderes. E também é verdade que procriar um homem é um ato de um corpo vivo. E quando se diz que os demônios não podem dar a vida porque esta flui formalmente da alma, também é verdadeiro; mais em termos materiais, a vida nasce do sêmen, e o demônio incubo, com licença de Deus, pode consegui-lo por meio do coito. E o sêmen não brota dele, já que é de outro homem recebido para tal fim (veja São Tomás, I, 51, art. 3). Pois o demônio é o súcubo do homem, e converte-se em incubo de uma mulher. Assim mesmo, absorvem as sementes de outras coisas para engendrar diferentes coisas, como diz Santo Agostinho, em Trinitate. E agora poderia se perguntar: De quem é o filho, a criança assim nascida? Resulta evidente que não é do demônio, mas do homem cujo sêmen se recebeu. Mas quando se faz questão de que, tal como nas obras da natureza, também não há nada supérfluo nas dos anjos, há que o admitir; mas quando se deduz que o demônio pode receber e injetar sêmen de maneira invisível, isso também é verdadeiro; mas prefere executá-lo de maneira visível, como um súcubo e um incubo, para que mediante essa asquerosidade possa infetar toda a humanidade em corpo e alma, isto é, tanto ao homem como à mulher, pois existe, por assim dizer, um tanto fisicamente real. Mais ainda, de forma invisível os demônios podem fazer mais coisas do que se lhes permite fazer de maneira visível, ainda que desejem assim; mas lhes é permito fazê-las de modo invisível, já como prova para os bons, ou como castigo para os maus. Por último, pode ocorrer que outro demônio ocupe o lugar do súcubo, e receba dele o sêmen e se converta em íncubo no lugar de outro demônio; e isso por três motivos. Talvez porque um demônio, atribuído a uma mulher, deva receber o sêmen de outro demônio, atribuído a um homem, para que desta forma cada um deles seja encarregado pelo príncipe dos demônios para efetuar uma bruxaria; já que a cada um é atribuído seu próprio anjo, inclusive entre os maus; ou devido à asquerosidade do ato, que um demônio sinta repugnância de cometê-lo. Pois em muitas investigações mostra-se com clareza que certos demônios, por alguma nobreza de sua natureza, evitem ações tão conflitantes. Ou também pode ser para que o íncubo, em lugar do sêmen do homem, se interponha ele mesmo ante uma mulher e injete de maneira invisível seu próprio sêmen, isto é, o que recebeu em forma invisível. E não é alheio a sua natureza ou poder efetuar semelhante interposição, já que em forma física pode se interpor de maneira invisível e sem contato físico, como no caso do jovem que se prometeu a um ídolo. Terceiro, se diz que o poder dos anjos corresponde, em grau infinito, às coisas superiores, isto é, que seu poder não pode ser compreendido pelas classes inferiores, senão aquelas superiores a eles, de modo que não se limita a um só efeito. Pois as potências superiores têm uma influência quase ilimitada sobre a criação. Porém afirmando que é infinitamente superior, não significa que seja indiferentemente poderoso em qualquer obra realize; pois então tanto faz que se diga que seu poder é infinitamente inferior, como muito superior. Mas deve existir certa proporção entre o agente e o paciente, o mesmo não ocorrendo entre uma substância puramente espiritual e uma, corpórea. Portanto, nem sequer os demônios têm poder algum para provocar um efeito, salvo mediante algum outro meio ativo. Por isso usam as sementes e essências das coisas para produzir seus efeitos; veja-se Santo Agostinho, em Trinitate Dei, 3.

Portanto, este argumento remete-se ao anterior, e não sai fortalecido por ele, a menos que alguém queira a explicação de Santo Agostinho onde, as Inteligências têm poderes infinitos de grau superior, e não inferior, outorgadas a elas na ordem das coisas corpóreas e dos corpos celestes, que podem influir em muitos e infinitos efeitos. Mas isso não se deve à fragilidade dos poderes inferiores. E a confusão é que os demônios, inclusive sem adotar um corpo, podem operar transmutações no sêmen; ainda que este não seja um argumento contra a presente proposição a respeito dos íncubos e os súcubos cujas ações não podem executar, senão apenas adotar uma forma corpórea, como se considerou mais acima. Para o quarto argumento, os demônios não podem transportar corpos ou sêmen no plano local, o qual se comprova em analogia a alma. Deve ser dito que uma coisa é falar da substância espiritual do anjo ou demônio real, e outra coisa é falar da alma real. Pois a razão da alma não poder mover um corpo de um lugar a outro, a menos de que lhe tenha dado vida, ou pelo contato de um corpo vivo com um que não possui vida, é a seguinte: a alma ocupa, em muito, o grau inferior na ordem dos seres espirituais e, portanto, é preciso existir certa relação proporcional entre ela e o corpo que ela é capaz de mover por contato: Mas não acontece assim com os demônios, cujo poder supera o poder físico. E quinto, deve-se dizer que o contato de um demônio com um corpo, seja em forma de sêmen ou de qualquer outra maneira, não é um contato corpóreo, apenas virtual, e se realiza em concordância com a devida proporção do que move e do que é movido; ou quando o corpo movido não supera a proporção do poder do demônio. Além disso, esses corpos são corpos celestes, e inclusive toda a terra ou todos os elementos do mundo, cujo poder podemos chamar de superior, segundo a autoridade de São Tomás em suas perguntas a respeito do Pecado (Pergunta 10, em Daemonibus). Portanto se deve à essência da natureza ou à condenação pelo pecado. Pois existe uma ordem de coisas adequadas, em consonância com sua própria natureza e com seu movimento. E assim como os corpos celestes mais elevados são movidos por substâncias espirituais superiores, ou seja, pelos anjos bons; os corpos inferiores são movidos por substâncias espirituais inferiores, como os demônios. E se esta limitação de poder se deve à essência de sua natureza; alguns afirmam que os demônios não são da ordem dos anjos superiores, e apenas fazem parte da ordem terrestre criada por Deus; e esta foi a opinião dos Filósofos. E se dá pela condenação do pecado, como afirmam os Teólogos, daí como castigo, foram expulsos das regiões do céu, para essa atmosfera inferior e, portanto, não são capazes de movê-la, nem de mover a terra. Assim, é dito sobre dois argumentos que se refutam facilmente: um, a respeito dos corpos celestes, que os diabos também poderiam mover, já que eram capazes de mover corpos de um lado a outro, já que os astros estão mais próximos deles na natureza, como também demonstra o último argumento. A resposta é que isso não é válido; pois se rege a primeira opinião, tais corpos superam a proporção do poder dos demônios, e se é verdadeiro o segundo, então não pode movê-los, devido a seu castigo pelo pecado.

Além do mais há o argumento que afirma que o movimento do todo e da parte é a mesma coisa, tal como diz Aristóteles, em sua Física 4 exemplificando o caso de toda a terra e de um território; e que, portanto, se os demônios podem mover uma parte da terra, também podem mover a terra inteira. Mas isso não é válido como está claro, para qualquer um, que examine a diferença. Mas reunir o sêmen das coisas e aplicá-lo a certos efeitos não supera seu poder natural, com a permissão de Deus, como é evidente por si próprio. Em conclusão, a respeito da afirmação de alguns, de que os demônios, em forma corporal, em nenhum modo podem engendrar filhos, e de que por “filhos de Deus” se entende aos filhos de Set, e não aos demônios íncubos, assim como por “filhas dos homens” se faz referência aos descendentes de Caim, no entanto muitos afirmam com clareza tudo ao contrário. E o que parece verdadeiro para muitos não pode ser de todo falso, segundo Aristóteles, em sua Ética 6, e ao final de Somno et Vigilia. E agora, também nos tempos modernos, temos feitos e testemunhos, de bruxas, que verdadeiramente executam essas coisas. Portanto, estabelecemos três proposições. Primeiro que os mais conflitantes atos venéreos são levados a cabo por esses demônios, não com vistas ao deleite, mas apenas para a poluição das almas e corpos daqueles que atuam como íncubos ou súcubos.

Segundo, que por meio dessa ação pode se produzir uma concepção e gestação total pelas mulheres, já que podem depositar sêmen humano no lugar adequado do útero feminino, onde já existe uma substância correspondente. Da mesma maneira, também podem reunir as sementes de outras coisas para provocar outros efeitos. Terceiro que na gestação dessas crianças, só o movimento local deve ser atribuído aos demônios, e não a gestação real, que acontece, não do poder do demônio ou do corpo que adota, mas da virtude daquele a quem pertenceu o sêmen; portanto, a criança não é filho do demônio, mas apenas de algum homem. E aqui há uma resposta clara a quem afirma que há duas razões pelas quais os demônios não podem conceber crianças: primeiro é que a gestação se efetua pela virtude formadora que existe no sêmen liberado de um corpo vivente; e que o corpo adotado pelos demônios não é dessa classe, então, etc… É clara a resposta de que o demônio deposita sêmen formador, de maneira natural, em seu lugar adequado, etc… Segundo, pode-se argumentar que o sêmen tem capacidade de engendrar, somente na medida em que se conserve no calor da vida, e se perder quando transportado por longas distâncias. A resposta é que os diabos podem acumular o sêmen a salvo, de modo que não se perca seu calor vital; ou inclusive que não se evapore com tanta facilidade devido à grande velocidade com que se movem em razão da superioridade no movimento a cerca da coisa movida.[…] É católico afirmar que as funções dos íncubos e súcubos pertencem, por igual, e indiferentemente, a todos os espíritos impuros? E parece que é assim; pois afirmar o contrário seria assegurar que existe uma Boa ordem entre eles. Argumentando que como no grupo dos Bons existam graus e ordens (veja-se Santo Agostinho em seu livro Sobre a Natureza dos Bons), assim do mesmo modo o grupo do Mal se baseia na confusão. Porém como entre os anjos bons nada pode carecer de ordem, assim entre os maus todo é desordem e, portanto seguem, de forma indistinta em tais práticas. Veja-se Jó, X: “Terra de escuridão, lôbrega como a sombra da morte, sem ordem e que aparece clara a própria escuridão”. E novamente, se nem todos seguem com indiferença estas práticas, esta qualidade provem de sua natureza, ou do pecado, ou do castigo. Mas não provem da natureza, já que todos, sem distinção, estão integrados ao pecado, como se expôs na pergunta precedente. Pois por natureza são espíritos impuros, porém nem tanto, como para prejudicar suas boas partes, sutis em maldade, ansiosos em fazer danos, cheios de orgulho, etc… Portanto, neles, estas práticas se devem, ou ao pecado, ou ao castigo. Por demais, quando o pecado é maior, há um castigo maior; e os anjos superiores pecaram muito mais e, portanto, para seu castigo, devem seguir estas práticas imundas.

Se não for assim, e se dará outro motivo, do qual, não podem praticar tais coisas de forma indistinta. E uma vez mais, afirma-se que quando não existe disciplina ou obediência, todos trabalham sem distinção, e também que não há disciplina ou obediência entre os demônios, nem acordos. Provérbios, XIII: “Entre os soberbos sempre há disputas”. Assim, uma vez mais e devido ao castigo, todos serão igualmente jogados ao inferno, depois do Dia do Julgamento, e até esse momento, se encontram detidos nas brumas inferiores, devido às obrigações que lhes foram atribuídas. E não vimos que exista igualdade devido à emancipação, e tão pouco no diz respeito a obrigação e a tentação. Mas contra isto está a interpretação de Coríntios I, XV: “Enquanto perdure o mundo, os anjos estarão sobre os anjos, os homens sobre os homens, e os demônios sobre outros demônios”. Também em Jó XI, fala-se das balanças de Leviatan, que significam os membros do demônio, e de como um se agarra ao outro. Portanto há entre eles, tanta diversidade de ordem como de ação. Surge outra pergunta: Se os demônios podem ou não ser contidos pelos anjos bons, e impedidos de realizar essas imundas práticas? Deve dizer-se que os anjos estão submetidos ao comando de influências adversas chamadas Poderes, como diz São Gregório, e Santo Agostinho (Em Trinitate, XXX, 3). Um espírito de vida rebelde e pecaminoso está submetido a um espírito de vida obediente, piedoso e justo. E as criaturas mais perfeitas e próximas a Deus têm autoridade sobre as outras; pois toda a ordem de preferência se encontra no começo e em primeiro lugar em Deus, e é compartilhada por Suas criaturas segundo como se acerquem a Ele. E portanto, os anjos bons, estão mais próximos de Deus sentindo sua fruição, do que carece os demônios, não tendo preferência sobre os anjos que os regem. E quando se afirma que os demônios produzem muitos danos sem nenhum meio, ou que não encontram obstáculos, porque não estão submetidos aos anjos bons que poderiam impedi-los de fazê-lo e; aos que estão submetidos ao mau, que se fez a um sujeito, se deve ignorá-los devido ao Amo mal. Parecem existir algumas negligencias entre os anjos bons, a resposta é que os anjos são ministros da sabedoria Divina. Então se segue que, como a sabedoria Divina permite que se faça certo mal pelos anjos maus ou pelos homens, com vistas ao bem que Ele extrai disso, como também os anjos bons impedem que os homens malvados ou os demônios realizem danos.

Resposta. É católico afirmar que existe certa ordem de ações interiores e exteriores, e um grau de preferência entre os demônios, Quando acontecem certas abominações, são cometidas pelas ordens inferiores, das quais as ordens superiores estão excluídas devido à nobreza de sua natureza. E em geral diz-se que isto provém de uma tripla congruência, no sentido de que tais coisas harmonizam: com sua natureza; com a sabedoria Divina; e com sua própria maldade. Porém, mais em especial, no que se refere a sua natureza. Convêm-se que desde o começo da Criação alguns sempre foram superiores por natureza, já que diferem entre si a respeito da forma; e não há dois anjos iguais em forma. Isto segue a opinião geral, e também coincide com as palavras dos Filósofos. Dionísio também estabelece em seu décimo capítulo Sobre a Hierarquia Celestial, que na mesma ordem há três graus separados, e devemos concordar com ele, já que são ao mesmo tempo imateriais e incorpóreos. Veja também São Tomás n.2. Pois o pecado não lhes arrebata sua natureza, e depois da Queda os demônios não perderam seus dons naturais, como já se disse; e as operações das coisas seguem suas condições naturais. Portanto, tanto em natureza como em ação são vários e múltiplos. Isto harmoniza também com a sabedoria Divina; pois o ordenado foi ordenado por Deus (Romanos, XIII). E como os demônios foram delegados por Deus para a tentação dos homens e o castigo dos condenados, trabalham sobre os homens desde afora, por muitos e variados meios. Também harmoniza com sua própria maldade. Pois como estão em guerra com a raça humana, combatem de forma ordenada, porque desse modo pensam fazer maior dano aos homens, e o fazem.

De onde se verifica que não compartilham em igual medida suas mais indescritíveis abominações. E isto é demonstrado de maneira mais específica, a seguir, e como já foi dito: A ação segue à natureza da coisa. Daí se entende também, que aqueles cuja natureza está subordinada devem por sua vez subordinar-se na operação, como ocorre com as coisas corpóreas. Pois como os corpos inferiores estão, por ordem natural, abaixo dos corpos celestes, e suas ações e movimentos se acham submetidos aos dos corpos celestes; e como os demônios, segundo se disse, diferem entre si na ordem natural, portanto também diferem em suas ações naturais, tanto extrínsecas como intrínsecas; e em especial na execução das abominações de que se trata. Do qual se chega à conclusão de que como a pratica destas abominações é em sua maior parte alheia à nobreza da natureza angélica, assim também nas ações humanas os atos mais imundos e bestiais devem ser considerados em si mesmos, e não em relação com a obrigação da natureza e a procriação humana. Por último, como se crê que alguns têm origem em todas as ordens, não é inadequado afirmar que os demônios que saem de um grau inferior, e inclusive aqueles que figuram numa classe mais baixa, são delegados para a execução dessas e outras abominações. Além do mais, deve-se levar em conta que, ainda que as Escrituras falem dos íncubos e súcubos que anseiam às mulheres, em nenhuma parte lemos que íncubos e súcubos caíssem em vícios contrários à natureza. Não falamos apenas da sodomia, mas também de qualquer outro pecado por meio do qual se efetue erroneamente um ato fora do caminho correto. E na grande quantidade em que pecam, demonstram o fato de que todos os diabos sejam da ordem que for, abominam e pensam sem vergonha alguma em cometer tais ações. E parece que a interpretação em Ezequiel XIX, significa isso mesmo, quando diz: “Te entregaste nas mãos dos moradores da Palestina”, isto é, aos demônios, aquele que se envergonhou de sua iniquidade, ou seja, dos vícios contra a natureza. E o estudioso verá que se deve entender a autorização concedida aos demônios. Pois Deus não castiga com tanta frequência nenhum pecado por meio da morte vergonhosa nas multidões. Com certeza muitos dizem, e em verdade se crê que ninguém consegue perseverar, sem correr perigo, na prática desses vícios, além do período da vida mortal de Cristo, que durou trinta e três anos, a menos que se salve por alguma graça especial do Redentor. E isto é demonstrado no fato, de que com frequência, são capturados neste vício alguns octogenários e centenários que até então haviam regido sua vida de acordo com a disciplina de Cristo; e uma vez que o abandonaram lhes resultou muito difícil obter a liberação de se submeterem a semelhantes vícios. Mais ainda; os nomes dos demônios indicam quais facções existem entre eles, e qual ofício se atribui a cada um. Pois mesmo, o nome demônio, usado geralmente nas Escrituras, é devido a generalização de seus diversos tipos. Porém, sem dúvida, ensinam que Um se encontra acima dessas ações conflitantes, tal como certos outros vícios estão submetidos a Outro. Pois é prática das Escrituras e da linguagem chamar cada um dos espíritos impuros Diabolus. De Dia, significa Dois, e Bolus, quer dizer, Bocado; pois mata duas coisas, o corpo e a alma. E isto coincide com a etimologia, ainda que em grego Diabolus signifique Prisioneiro no Cárcere, o quê também coincide, já que, como preso não lhe é permitido fazer tantos danos como gostaria. Ou Diabolus também pode significar Fluxo Descendente, já que fluiu para abaixo, isto é, cai, tanto em termos específicos como locais. Também lhe chamam Demônio, significando, Astúcia sobre o Sangue, já que anseia e tenta o pecado com um conhecimento triplo: é poderoso na subtileza de sua natureza; em sua experiência ancestral e; na revelação dos espíritos bons. Assim pode ser chamado Belicoso o que significa ser Sem Jugo ou Amo, pois pode lutar contra aquele a quem deveria se submeter. Chamá-lo Belzebu, significa Senhor das Moscas, isto é, das almas dos pecadores que abandonaram a verdadeira fé em Cristo. Ou então Satanás, isto é, Adversário; veja I São Pedro, “Pois teu adversário o demônio ronda a sua volta”, etc. Também Behemoth, isto é a Besta, porque faz bestialidade aos homens. Mas o mesmo demônio da fornicação, e chefe dessa abominação, chama-se Asmodeus, que significa Criatura de Julgamento, pois devido a seu tipo de pecado se executou um terrível julgamento sobre Sodoma e as outras quatro cidades. Da mesma maneira, o demônio do Orgulho chama-se Leviatan, que significa Sua Adição, porque quando Lúcifer tentou nossos primeiros padres lhes prometeu, por orgulho, a Adição da Divindade. A respeito disso, disse o Senhor, por intermédio de Isaías: “Envie a Leviatan, essa velha e tortuosa serpente”. E o demônio da Avareza e das Riquezas chama-se Mammon, a quem também Cristo menciona no Evangelho em São Mateus, VI: “Não podeis servir a Deus”, etc. A respeito dos argumentos: Primeiro que é possível encontrar o bem sem o mal, mas, o mal não pode ser encontrado sem o bem, pois se verte sobre uma criatura que é boa em si mesma. E, portanto os diabos, na medida em que possuem uma boa natureza, foram ordenados segundo a natureza, e para suas ações, veja-se Jó, X. Segundo, pode-se dizer que os demônios delegados para atuar não estão no inferno, mas nas brumas inferiores, e lá possuem uma organização entre eles, que não teriam no inferno. Da qual pode se dizer que toda ordem cessou entre eles, no que se refere ao lucro da beatitude, na época em que caíram sem remissão das alturas. E pode dizer-se que inclusive no inferno há entre eles uma graduação no poder, e na designação de castigos, a medida que alguns, e não outros, sejam destinados a atormentar as almas. Mas esta graduação provém de Deus, do que deles próprios, assim como seus tormentos.

Terceiro, quando afirmam que os demônios superiores, porque pecaram mais, são mais castigados e, portanto devem estar mais obrigados a cometer atos imundos, se responde que o pecado se relaciona com o castigo, e não com um ato ou função natural e; portanto, em razão da nobreza de sua natureza, não são eles dados a tal iniquidade, e nada tem haver com seu pecado ou castigo. Ainda que todos sejam espíritos impuros, e ansiosos, em fazer o mal, um o é mais que o outro, na medida em que sua natureza está mais afundada nas trevas. Quarto, dizem que existe acordo entre os demônios, mas de maldade, não de amizade, no sentido que odeiam o gênero humano e se esforçam ao máximo contra a justiça. Pois entre os malvados existe tal acordo, e se unem e delegam àqueles cujos talentos parecem adequados para a execução de determinada iniquidade. Quinto, mesmo o aprisionamento sendo decretado por igual a todos, agora na atmosfera inferior e depois no inferno, nem por isso se ordenam iguais penalidades e obrigações: pois quanto mais nobres são em sua natureza e mais potentes em seu oficio, mais pesado é o tormento que lhes é infringido. Veja-se Sabedoria V: “Os poderosos sofrerão poderosos tormentos”. (O Martelo das Bruxas)

Tratamento: O tratamento do transtorno de sexualidade e/ou ato sexual é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 6 Oração de um Penitente, e terminar com uma recitação do salmo 25 Pedido de Perdão e Salvação.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade e abstenção sexual durante sete dias.

5 – Transtorno de paralisia corporal durante o sono: A pessoa tem a sensação de que perdeu os movimentos corporais completamente, não conseguindo mover sequer um único músculo. Esse fenômeno em geral acontece quando a pessoa está indo dormir ou está acabando de acordar. Apesar de sua paralisia corporal, seus pensamentos continuam ativos, o que gera muita aflição e terror. Este transtorno pode ser causado tanto por um orixá quanto por um demônio, mas não por um espírito obsessor. No Alvissarismo o orixá que provoca o transtorno da paralisia corporal é chamado de Pisadeira, que destrói o bom sono e provoca pesadelos.

“Na projeciologia conscienciologia, a catalepsia projetiva ou catalepsia astral, também conhecida na medicina comoparalisia do sono ou paralisia noturna e no Brasil como pisadeira, é um fenômeno natural, temporário e benigno do ser humano que ocorre durante o sono. Importante, a catalepsia projetiva não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara. A chamada paralisia do sono acontece durante o sono, como forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos. É um fenómeno natural que ocorre todas as noites, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto se dorme. Momentos antes da mente despertar, a paralisia cessa. Por isso, raramente se tem consciência da sua existência. Se, porventura, a mente despertar antes do mecanismo de paralisação ser desativado, ocorre a consciência da paralisia do sono. Pode ocorrer também ao adormecer, sendo que nesse caso o corpo adormece mais depressa do que a mente. Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros, tendo uma sensação de agonia e de impotência muito fortes. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigilia (ou vice-versa) e nessa altura podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de se sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objetos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc. Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas, existindo quem aproveite esta fase para induzir sonhos lúcidos ou alucinações agradáveis, e acontecem ocasionalmente, como resultado de uma má alimentação, maus hábitos de sono, estresse, etc. Por vezes, podem indicar a existência de um outro problema maior, como, por exemplo, anarcolepsia. Ao fim de algum tempo (que pode variar de alguns segundos até cerca de três minutos), a paralisia cessa e o corpo readquire capacidade de se mover novamente. Um dos conselhos mais usuais é ficar parado a respirar lentamente e esperar que passe. Enquanto se concentra na respiração, a mente divaga e quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Pode-se tentar mover um dedo e lentamente mover o resto da mão, do braço, etc. até que todo o corpo se mova. Outra técnica popular é piscar varias vezes, ou fechar os olhos fazendo um pouco de força. De qualquer dos modos, o corpo acabará por “desativar” a paralisia. Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava pré-disposição ao xamanismo e contato com o mundo dos espíritos”. (Wikipédia).

Adendo: O transtorno de paralisia corporal durante o sono é um fenômeno sobrenatural causado ou pelo orixá Pisadeira ou por algum demônio, e não deve ser confundido com a catalepsia patológica, que é uma doença rara em que os membros se tornam rígidos, mas não há contrações, embora os músculos se apresentem mais ou menos rijos. A pessoa fica o tempo todo consciente e quem passa por ela pode ficar horas nesta situação. Deste modo, o transtorno de paralisia corporal durante o sono será um fenômeno sobrenatural causado pela entidade Pisadeira ou algum tipo de demônio se, e somente se, não se tratar de uma catalepsia patológica.

Tratamento: O tratamento do transtorno da paralisia corporal durante o sono é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 5 Oração da manhã, e terminar com uma recitação do salmo 23 O Bom Pastor.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

6 – Transtorno do Terror Noturno: A pessoa, em geral crianças, tem pesadelos horríveis durante o sono caracterizado por gritos e semblante de terror, como se a pessoa estivesse sendo atacada por um demônio durante o sono, e na verdade está. Enquanto o orixá das trevas conhecido como Pisadeira é a causa do transtorno de paralisia corporal durante o sono como vimos anteriormente, o demônio é a causa do terror noturno, que gera na pessoa uma sensação de medo intenso que em geral culmina em um despertar abrupto carregado de um grito pavoroso e respiração ofegante devido a ansiedade e o pânico gerado pela presença de um demônio.

Tratamento: O tratamento do transtorno do terror noturno é o mesmo da paralisia corporal durante o sono, sendo é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 5 Oração da manhã, e terminar com uma recitação do salmo 23 O Bom Pastor.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

7 – Transtorno Persecutório: A pessoa tem a nítida sensação de estar sendo perseguida ou observada por alguém ou alguma entidade da qual não consegue ver, mesmo estando absolutamente sozinha em uma casa ou quarto. A pessoa não consegue a princípio compreender tal sensação, sendo sua característica principal a incompreensibilidade do fenômeno pelo sujeito e a nítida sensação da presença de algo ou alguém no ambiente onde somente a pessoa está presente fisicamente, mas sente que algo ou alguém está lhe observando sem que a pessoa possa vê-lo. Este fenômeno é parecido com o de um cego que sente a presença de alguém no ambiente. O transtorno persecutório se distingue de uma alteração da realidade ou delírio psicótico paranoico ou neurótico teatralizado com crenças culturalmente sancionadas, pois não se tratam de ideias delirantes patológicas ou juízos patologicamente falsos. Deste modo, diferentemente do delírio, o transtorno persecutório não tem origem em nenhuma doença mental, não sendo sua base mórbida motivada por fatores patológicos. Trata-se tão somente de uma pessoa absolutamente saudável psiquicamente, sem nenhum traço de psicose ou neurose com delírios teatralizados que de repente em uma determinada ocasião, situação ou local se sente perseguida e observada por algo ou alguém que não pode ver por não conter a presença de absolutamente ninguém na ocasião, situação ou local, por isso a estranheza e incompreensibilidade a princípio do fenômeno, mas que a posteriori a uma investigação séria pode ser constatada a presença de uma entidade espiritual. O transtorno persecutório se distingue do delírio observado na prática clínica por não se tratar a princípio de uma certeza absoluta ou convicção da situação vivenciada, em geral a princípio a pessoa nem leva aquilo a sério, pensando ser apenas coisa da sua imaginação, estresse ou fadiga do trabalho, e principalmente por não se tratar de uma pessoa física envolvida na perseguição e observação da pessoa. Um delírio patológico é caracterizado por frases do tipo “Tenho certeza de que meus pais ou vizinhos querem me envenenar”; ou “As pessoas que trabalham em minha empresa fizeram um plano para acabar comigo, primeiro desmoralizando para depois me prender e torturar”; ou “Eu sou a nova divindade que tem poderes para acabar com o sofrimento no mundo na hora que eu quiser”; ou “Implantaram um chip em meu cérebro que comanda meus pensamentos”.

Adendo: Este tipo de fenômeno ou transtorno espiritual só pode ser validado em caso de pessoas sem qualquer histórico ou característica de psicose paranoica ou neurose com delírios teatralizados, que não tenham a princípio convicção extraordinária ou certeza absoluta de estar sendo perseguida e observada, declarar ser impossível sua modificação pela experiência, ou seja, a sensação ser irremovível, e levar em conta a possibilidade de seu juízo ser falso ou produto de uma fadiga ou estresse. O transtorno persecutório é um fenômeno espiritual que se distingue do delírio persecutório vivenciado na paranoia e na esquizofrenia por não possuir conteúdos bizarros e implausíveis no contexto sociocultural da pessoa, e por se tratar de uma sensação de estar sendo observado ou perseguido não por uma entidade física, mas sim espiritual. O verdadeiro delírio se caracteriza por uma ruptura radical com a realidade e a biografia da pessoa em questão, transformando qualitativamente toda sua existência, modificando sua pessoa e personalidade que passa a sofrer uma verdadeira transmutação de identidade. No transtorno persecutório absolutamente nada disso é notado, pois a pessoa não sofre nenhuma ruptura com a realidade nem com sua biografia, não tendo sua existência, personalidade e identidade transformada. Ela simplesmente relata ter a sensação de estar sendo observada e perseguida por uma presença de alguém ou alguma coisa que ela não pode ver.

Tratamento: O tratamento do transtorno persecutório é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 3 Oração de Confiança nas Perseguições, e terminar com uma recitação do salmo 7 Oração do Justo Perseguido.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

8 – Transtorno Obsessivo: O transtorno obsessivo é a influência maléfica de espíritos às pessoas devido a seus pensamentos e atos pecaminosos, podendo gerar alguns tipos de doença física e psíquica. O transtorno obsessivo é o mesmo que a obsessão espiritual no Espiritismo, onde alguns espíritos dominam parcialmente e influenciam maleficamente os pensamentos e as ações das pessoas, sendo praticado por espíritos moralmente inferiores movidos por vícios morais como avareza, ganância, soberba, luxuria, ira, preguiça, inveja, orgulho, vingança, hipocrisia, idolatria e etc., podendo ser uma ação muito sutil e quase imperceptível à pessoa ou às vezes agressiva e notoriamente deteriorante, perturbando as faculdades mentais da pessoa, que passa, ao longo da obsessão, a alterar seus pensamentos e ações antes benéficas em pensamentos e ações agora maléficos a si e ao próximo. Existem três tipos de obsessão:

“A obsessão simples, que ocorre quando um espírito ou vários influenciam a mente de um médium com suas ideias, mas de maneira tal que o médium consciente percebe. A obsessão simples perturba, podendo causar constrangimento quando o médium inexperiente exprime de forma desavisada pensamentos que não são seus e somente se dá conta disso depois. No entanto, ele, médium, permanece senhor de si mesmo e reconhece quando fala ou age sob influência, sendo a ele possível, com estudo, aprender a controlar-se”. (Wikipédia)

“A fascinação é uma ação direta e constante do pensamento de um espírito sobre a mente do médium paralisando-lhe o raciocínio de tal modo que este aceita tudo que lhe é passado pelo espírito como a mais pura verdade, reproduzindo, desde informações simplórias aos mais completos disparates, como se fosse tudo fruto da mais profunda sabedoria. O espírito que se dedica à fascinação de um médium é ardiloso pois, primeiro, ele tem que ganhar a confiança irrestrita do médium para aos poucos ir dominando seu raciocínio”. (Wikipédia)

“A subjugação é uma influência tão forte sobre a mente do médium que este não mais raciocina nem age por si mesmo, agindo como marionete do espírito ou dos espíritos que o influenciam”. (Wikipédia)

“A obsessão simples tanto pode ser resultado da ação de espíritos voltados para o mal que querem prejudicar o médium por sentir prazer nisso, como de espíritos que identificaram no médium alguém que lhes prejudicou ou agrediu física ou moralmente em outra existência e, não tendo evoluído a ponto de perdoá-lo, dele buscam vingança. A fascinação tanto pode ser uma ação dirigida contra o médium, para fazê-lo parecer ridículo e, assim, humilhá-lo, como uma ação dirigida a um grupo ou a toda uma comunidade visando criar um movimento de oposição a outros voltados ao bem e à busca da verdade. Os casos de subjugação, finalmente, são os mais complexos, pois se trata sempre da ação de espíritos que têm profundo ódio pelo médium, tudo fazendo para lhe arruinar a existência”. (Wikipédia)

Adendo: O transtorno obsessivo ou obsessão espiritual só pode ser validado através de um parecer ou análise detalhada de um médium que tenha o dom do discernimento de espíritos, que tenha a habilidade mediúnica de ver e falar diretamente com os espíritos; caso contrário fica difícil estabelecer o diagnóstico de transtorno obsessivo, posto que ele não possa ser como os outros transtornos espirituais descritos anteriormente, verificado assertoricamente por alguém sem estas habilidades espirituais específicas.

Tratamento: O tratamento do transtorno obsessivo ou obsessão espiritual é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 17 Oração do justo Perseguido, e terminar com uma recitação do salmo 59 Oração do Perseguido.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

9 – Transtorno Cármico: A pessoa nasce ou padece durante a vida de determinadas doenças físicas, morais ou psíquicas naturais como doenças de nascença ou situações durante a vida que leva a pessoa a um sofrimento moral ou doença mental incurável, fatal e progressivo devido a diversos fatores da existência humana, como condição genética, acidental ou por livre-arbítrio da pessoa. É aqui que entra a necessidade da ideia da imortalidade da alma e da reencarnação como instrumento divino do progresso moral, assim como da sua estagnação ou retrocesso, pois sem a ideia da imortalidade da alma e da reencarnação torna-se impossível explicar o sofrimento humano.  O homem é livre perante a Lei moral para escolher pagar suas dívidas, ou então não pagá-las ou até aumenta-las. Ao contrário do que pensam os Kardecistas, não há absolutamente nada no universo ou fora dele que impeça o retrocesso moral na Roda das Encarnações, já que Deus fez todos os homens livres para escolherem os seus próprios caminhos, seja para o bem ou para o mal; negar a possibilidade do retrocesso moral no processo reencarnatório, é negar a existência da liberdade e se acovardar diante das próprias mazelas. O não pagamento no presente de dívidas contraídas no pretérito, assim como o aumento das mesmas, gera no homem no presente o que ele conhece como sofrimento, seja ele físico (doença), psicológico (transtorno) ou moral (culpa). Todavia, essa ideia só possui algum sentido lógico se levarmos em consideração os postulados sobre a imortalidade da alma e sobre a reencarnação, na medida em que esta ultima traz gravada em sua memória matemática a Lei do Carma, que contém o número exato de todas boas ou más ações cometidas pelo sujeito desde que saiu do útero do Espírito Santo, e essa contabilidade moral é estruturada como uma Lei de Deus e da natureza para que os homens tenham a chance de poder pagar as suas dívidas presentes contraídas no pretérito e assim alcançar a salvação.

Adendo: O transtorno cármico em geral é validado pela incoerência lógica da doença, como alguém que nunca fumou na vida, mas de repente é acometida por um câncer de pulmão; ou alguém que nasce com algum defeito físico, como anencefalia, ausência de membros como braços ou pernas, cegos ou mudos. Todas as doenças de nascença por condições genéticas e todos os acidentes na existência que geram algum sofrimento físico, moral ou doença mental é de ordem cármica. Se não tiver no carma da pessoa padecer de tais sofrimentos, Deus o livrará desta condição genética e acidental, fazendo-o nascer em outra família onde não haja probabilidade genética de tal doença se manifestar ou encaminhando-o para outros rumos no decorrer de sua vida, como a cidade e o país onde irá nascer, bem como o lugar onde irá viver, trabalhar e constituir sua família; tudo isso Deus realiza através da ação de seus santos anjos, e tudo dentro dos limites da naturalidade e respeitando o livre-arbítrio do espírito; mas se estiver no seu carma padecer de tais sofrimentos para saldar suas dívidas pretéritas ou evoluir moralmente, não há absolutamente nada que a pessoa possa fazer, a não ser aceitar sua condição existencial, que é consequência de seus atos no pretérito metafísico.

Tratamento: O tratamento do transtorno cármico é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 39 O Doloroso Enigma da Vida, e terminar com uma recitação do salmo 88 Súplica em Doença Grave.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar fazer uma lista de todas as pessoas às quais prejudicou durante a vida, se humilhar diante delas e pedir perdão.

10 – Transtorno Vital: A pessoa perde o Elã Vital, que é, segundo Bérgson, o impulso original de criação de onde provém a vida, ou para Freud, a pulsão de vida, no decorrer da sua existência neste mundo a pessoa vai aos poucos, em casos de doença mental ou repentinamente em caso de acidentes, perdendo o desejo pela vida. A potência de vida que leva o ser a ter consciência de si e de sua existência é perdida, levando a pessoa ao desejo de não ser ou existir. No Alvissarismo o espírito que causa o transtorno vital é chamado de Luison, que é o orixá das trevas destruidor da vida em todos os seus aspectos; espírito senhor da morte, filho de Taubá, que é Satanás – a personificação do mal.

Adendo: O transtorno vital é facilmente percebido em pessoas com pensamentos obsessivos de autoextermínio, depressivos crônicos (que vivem por obrigação moral, mas não por prazer), melancólicos (não psicóticos); além de se manifestar mais plenamente no coma não induzido ou induzido pela própria pessoa através de overdose de pílulas para dormir ou tranquilizantes, ou em pessoas com o desejo de morte eterna ao invés da vida eterna.

Tratamento: O tratamento do transtorno vital é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 102 Lamentação e Prece de um Infeliz, e terminar com uma recitação do salmo 31 Apelo na Aflição.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

11 – Transtorno de Guerra e Discórdia: Este transtorno não envolve somente pessoas, mas também raças, povos, civilizações e nações inteiras, sendo, portanto, um transtorno que pode ser vivenciado coletivamente e não somente individualmente, levando indivíduos, raças, povos, civilizações e nações inteiras a guerra e a discórdia. No Alvissarismo o orixá das trevas que destruí a paz e instiga a guerra e a discórdia entre os homens é Moñai, que em tempos de guerra age junto com Kurupiri e Luison, todos estes orixás são filhos de Taubá, que é Satanás.

Tratamento: O tratamento do transtorno de guerra e discórdia é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 86 Oração em tempo de Aflição, e terminar com uma recitação do salmo 133 A Alegria do Convívio Fraterno.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

12 – Transtornos infantis: A criança padece de sofrimentos mentais e físicos inexplicáveis, que não se enquadram no CID 10 nem no DSM V, sentindo-se perseguida e observada por uma entidade que ela sente ser maligna, mas não consegue explicar, pois não a pode ver na maioria dos casos, e, em geral, os pais, quando ouvem os relatos dos filhos, não acreditam em suas experiências, pensando ser coisa da imaginação da criança. No Alvissarismo os orixás das trevas que causam os transtornos infantis são o Bicho Papão, que é o espírito destruidor de bebês e criancinhas, a Cabra Cabriola, que é o espírito destruidor de bebês e criancinhas, o Jaci Jaterê, que também é um espírito destruidor de crianças e a Cuca, que também se dedica a destruição de bebês e criancinhas.

Adendo: Este tipo de fenômeno só pode ser validado se, e somente se, não sofrer de nenhum tipo de transtorno físico ou mental catalogado pelo CID 10 e pelo DSM V, como psicose infantil.

13 – Transtorno de Fadiga: A pessoa sente-se com uma fadiga absoluta, a ponto de não conseguir fazer qualquer coisa, nem mesmo levantar da cama; o desanimo subjuga completamente a pessoa, e esta se sente cansada, muito cansada física e psiquicamente, mesmo sem ter feito absolutamente nenhum esforço, sente dores no corpo e uma completa incapacidade de realizar os afazeres do dia-dia. A pessoa com transtorno de fadiga apresenta uma completa abolição da vontade, não sentindo interesse por absolutamente mais nada na vida, sente-se completamente desanimado e sem forças para viver. No Alvissarismo o orixá das trevas que causa o transtorno de fadiga é denominado Luison, o espírito destruidor da vida em todos os seus aspectos; espírito senhor da morte que faz com que a pessoa perca a potência de vida e a vontade de viver.

Adendo: O transtorno de fadiga só pode ser validado em caso de certeza absoluta de que não se trata tão somente de uma hipobulia/abolia, que possui os mesmos sintomas, porém, no caso do transtorno de fadiga, ao contrário da hipobulia/abolia o fenômeno não está associado à apatia (indiferença afetiva) e à dificuldade de decisão. Deste modo, o transtorno de fadiga será validado se, e somente se, a pessoa apresentar os mesmos sintomas da hipobulia/abolia com exceção da indiferença afetiva e a dificuldade para decidir. O transtorno de fadiga também não se confunde com a ataraxia, que é um estado de indiferença na vontade de viver desejada e buscada pelo indivíduo através da ascese mística buscada por algumas religiões e filosofias como uma forma de libertação da vida neste mundo e desprendimento dos bens materiais.

Tratamento: O tratamento do transtorno de fadiga é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 16 O Senhor, herança do Justo, e terminar com uma recitação do salmo 28 Suplica a Ação de Graças.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

14 – Transtorno de Canibalismo: O transtorno de canibalismo é o ato de comer uma parte ou várias partes de outro ser humano. O transtorno de canibalismo não se confunde com os atos ritualísticos dos povos que praticavam a antropofagia com a finalidade de adquirir as habilidades e forças das pessoas a quem devoravam. O transtorno de canibalismo não se trata, portanto, de uma questão cultural, ritualística ou religiosa e nem mesmo patológica (de estrutura perversa ou psicótica), mas sim da atividade maligna de um orixá das trevas denominado pelo Alvissarismo de Ao Ao, que é um espírito destruidor de vidas e que instiga em uma pessoa mentalmente saudável e sem qualquer histórico de perversão ou psicose a prática do canibalismo. Portanto, o transtorno de canibalismo não se confunde com o exocanibalismo, exofagia ou endocanibalismo vivenciada por algumas civilizações antigas como os Astecas e os índios primitivos do Brasil. O transtorno de canibalismo também não se confunde com situações-limite de sobrevivência frente a uma situação de vida ou morte como descrito no famoso caso dos mineradores estudado em todas as escolas de Direito e analisado por nós no livro “Direito Alvissarista”.

Adendo: O transtorno de canibalismo instigado pelo orixá das trevas Ao Ao será validado se, e somente se, não se tratar de um caso patológico de perversão ou psicose e nem de um ritual cultural e religioso, mas tão somente uma completa mudança de personalidade em uma pessoa mentalmente saudável que de repente sente um desejo irresistível de praticar o canibalismo.

Tratamento: O tratamento do transtorno de canibalismo é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 1 Os Dois Caminhos do Homem, e terminar com uma recitação do salmo 19 a Glória de Deus, Criador e Legislador.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

15 – Transtorno do Orgulho e Preconceito: O transtorno do orgulho e preconceito é um sentimento de soberba e arrogância (ideológica) vivenciada pela pessoa com um amor excessivo a si mesmo e a seus feitos ou ideias. O preconceito é um juízo a priori, sem reflexão sensata e isenta, um juízo afoito com base em premissas ideologicamente falsas construída para defender o brio ou orgulho de si, ou para fins de autodefesa em casos possíveis de periculosidade. O preconceito é “uma opinião precipitada que transforma-se numa prevenção (Paim, 1993).  No Alvissarismo o orixá das trevas que causa o orgulho e o preconceito no espírito humano é denominado de Ana Jansen, que é o espírito destruidor das relações humanas, que instiga o orgulho e o preconceito racial.

“Os preconceitos são, em geral, produzidos socialmente, por interesse de determinados grupos sociais que, no mais das vezes, constroem tais concepções preconceituosas para se colocarem em situação de superioridade e/ou para justificar atitudes, posturas, normas, regras e políticas institucionais que privilegiam certos grupos em detrimento de outros. A discriminação social é um dos modos mais comuns e nefastos do preconceito”. Paulo Dalgalarrondo (2008. p. 207) nos mostra que a discriminação proveniente do orgulho e do preconceito se dá, entre outras formas, como:

  • Racismo (os brancos são superiores aos negros)
  • Sexismo (os homens são mais inteligentes que as mulheres)
  • Etnocentrismo (o europeu é mais sensível que o indígena americano)
  • Classismo ou preconceito de classes (os pobres são preguiçosos)
  • Preconceito religioso (os muçulmanos são desequilibrados)

Tratamento: O tratamento do transtorno do orgulho e preconceito é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 90 Brevidade da Vida Humana, e terminar com uma recitação do salmo 49 O Engano das Riquezas.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

16 – Transtorno Familiar: O transtorno familiar é caracterizado pela completa desarmonia do ambiente familiar e por brigas e contendas extensas e de longa duração entre parentes próximos, que, em geral, ou não se dão bem, ou não conversam e por vezes até mesmo chegam as vias de fato ou ao assassinato, assim como Caim matou Abel. No Alvissarismo os orixás das trevas que causam os transtornos familiares são denominados de Lobisomem (Em 1991, os Warrens lançaram o livro Werewolf: The True Story de possessão demoníaca foi publicado em que eles afirmam ter exorcizado um “demônio lobisomem.”), que é o espírito destruidor das famílias, Cabeça de Cuia, que é o espírito destruidor das relações entre o filho e a mãe, que instiga os filhos a matarem suas mães, e em alguns casos o Arranca línguas, que é o espírito destruidor do bom convívio e dos bons relacionamentos em sociedade, que instiga a calúnia, a fofoca e a maledicência, e em outros casos o Corpo Seco, que é o espírito destruidor das vidas nas estradas e que instiga o mau trato às mães.

Tratamento: O tratamento do transtorno familiar é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 128 O temor de Deus, Felicidade do Lar, e terminar com uma recitação do salmo 62 Paz em Deus.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

17 – Transtorno Conjugal: O transtorno conjugal é o fenômeno que atinge aos casais e cônjuges, levando o relacionamento ou casamento a infidelidade do adultério por motivos banais ou ao distanciamento, provocando brigas, humilhações e contendas entre o casal que acabam culminando na separação.  No Alvissarismo o orixá das trevas que causa o transtorno conjugal é a Mula sem Cabeça, que é o espírito destruidor dos casamentos e sacerdócios.

Tratamento: O tratamento conjugal é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 45 Poema Nupcial ao Rei, e terminar com uma recitação do salmo 148 Hino ao Senhor do Universo.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de amor conjugal durante sete dias.

18 – Transtorno Vicioso: O transtorno vicioso é a doença que subjuga a pessoa ou um grupo de pessoas a toda sorte de vícios (adicção), causando problemas em sua vida pessoal, no trabalho, no relacionamento amoroso e na vida social. No Alvissarismo o orixá das trevas que causa o transtorno vicioso é denominado de Famaliá, que é o espírito destruidor das virtudes dos seres humanos e que os instiga a toda sorte de vícios morais e materiais, em especial a ganância e a avareza.

Tratamento: O tratamento do transtorno vicioso é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 143 Suplica na Aflição, e terminar com uma recitação do salmo 73 O Enigma da Prosperidade dos Ímpios.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

19 – Transtorno de Relacionamentos Sociais: A pessoa perde completamente a capacidade e a habilidade de viver em sociedade ou se relacionar com as pessoas, afastando-se completamente de todo tipo de laço social ou relacionamento com outras pessoas, relacionando-se apenas consigo mesma. O transtorno de relacionamentos não se confunde com a misantropia e nem mesmo com o eremitismo filosófico, místico e religioso. O transtorno de relacionamentos sociais se caracteriza por uma ausência de afetividade, de humor ou estado de ânimo ou estado emocional que acomete uma pessoa que antes de algum acontecimento ou manifestação traumática espiritual mantinha uma vida social absolutamente normal, mas que, de repente, de uma hora para outra, não consegue mais viver em sociedade ou se relacionar com as pessoas. Existem relatos e documentários de casos extremos de transtorno de relacionamentos sociais em que o indivíduo sai de casa e vai morar em cavernas ou até mesmo em cemitérios. No Alvissarismo o orixá das trevas que causa o transtorno de relacionamentos sociais em geral é o Arranca línguas, que é o espírito destruidor do bom convívio e dos relacionamentos em sociedade, que instiga a calúnia, a fofoca e a maledicência.

Tratamento: O tratamento do transtorno de relacionamentos sociais é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 8 Glória de Deus e Grandeza do Homem, e terminar com uma recitação do salmo 36 Malícia Humana e Bondade Divina.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar atos de caridade durante sete dias.

20 – Transtorno Sacerdotal: O sacerdote do Alvissarismo (Advogado de Cristo) sofre com as tentações dos orixás das trevas denominados Mula sem Cabeça, que é o espírito das trevas que tem como propósito destruir o sacerdócio do Advogado de Cristo, levando-o a se afastar do Código Moral do Alvissarismo e, em casos extremos, abdicar do de seu ministério, e Cumacanga, que é o espírito destruidor de sacerdócios, que instiga a quebra da castidade e/ou adultério.

Tratamento: O tratamento do transtorno sacerdotal é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 119 Elogio da Lei Divina, e terminar com uma recitação do salmo 125 Confiança em Deus em Tempo de Opressão.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e fazer análise para saber de fato o que realmente quer.

21 – Transtorno de Natalidade: O transtorno de natalidade é um transtorno que não atinge especificamente um indivíduo, mas sim o planeta inteiro. O orixá das trevas que causa o transtorno de natalidade é o Cumacanga, que promove a quebra dos limites de natalidade no planeta, levando-o à treva alimentícia e econômica.

Tratamento: O tratamento do transtorno de natalidade é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 2 O Triunfo do Messias, e terminar com uma recitação do salmo 110 Triunfo do Messias, Rei e Sacerdote.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e realizar um celibato de sete dias.

22 – Transtorno da Fauna: O transtorno da fauna acomete pessoas e grupos que que promovem a destruição da fauna, que matam animais sem que este ato seja para fins alimentícios ou para fins de autodefesa, mas tão somente por crueldade, que prendem pássaros e outros animais em cativeiros sem a devida aprovação do IBAMA, que de todas as formas maltrata os animais, quaisquer que sejam por pura maldade. No Alvissarismo o orixá das trevas que causa o transtorno da fauna é denominado de Guajara, que é o espírito destruidor de animais domésticos e viajantes que passam perto dos mangues.

Tratamento: O tratamento do transtorno de natalidade é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 2 O Triunfo do Messias, e terminar com uma recitação do salmo 110 Triunfo do Messias, Rei e Sacerdote.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e tratar de animais de rua durante sete dias.

23- Transtorno Acidental: este transtorno em geral atinge viajantes, taxistas, caminhoneiros e motoristas que vivem nas estradas, provocando acidentes e atropelamentos através de abuso de velocidade, ausência do cinto de segurança e transgressão das leis de transito, em suma, através da irresponsabilidade do viajante. No Alvissarismo o orixá das trevas que causa o transtorno acidental é denominado de A Porca e os Sete Leitões, que são espíritos destruidores das vidas dos viajantes, motoristas, taxistas e caminhoneiros que vivem nas estradas, instigando-os ao acidente e ao atropelamento através da irresponsabilidade e da transgressão das leis de transito, como beber e dirigir, ultrapassar a velocidade permitida na via, realizar ultrapassagens proibidas e etc.

Tratamento: O tratamento do transtorno acidental é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 27 Confiança do Justo em Perigo, e terminar com uma recitação do salmo 69 Oração do Justo Aflito.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e tratar de animais de rua durante sete dias.

24 – Transtorno Alucinatório: A pessoa vê e/ou ouve pessoas mortas, monstros, animais, demônios, orixás malignos, entre outras entidades espirituais que as outras pessoas em geral não podem ver, salvo as pessoas que possuem o dom do discernimento de espíritos e a mediunidade da vidência e/ou audiência de espíritos. O transtorno alucinatório não se confunde com a aluminação patológica vivenciada na psicose ou na neurose aguda, apesar de a fronteira entre o transtorno alucinatório e a alucinação ser uma linha tênue.

“Define-se alucinação como a percepção de um objeto, sem que este esteja presente, sem o estimulo sensorial receptivo. Há, aqui, certa dificuldade conceitual. Se a percepção é um fenômeno sensorial que obrigatoriamente inclui um objeto estimulante (as formas de uma bola, o ruído de uma voz, o odor de uma substância química) e um sujeito receptor, como pode-se falar em percepção sem objeto? Entretanto, a clínica registra indivíduos que percebem perfeitamente uma voz ou uma imagem, com todas as características de uma percepção normal, corriqueira, sem a presença real do objeto […] Alucinação é a percepção clara definida de um objeto (voz, ruído, imagem) sem a presença do objeto estimulante real. Alguns autores chamam de alucinações verdadeiras aquelas que tem todas as características de uma imagem perceptiva real (nitidez, corporeidade, projeção no espaço exterior, constância) […] Embora as alucinações sejam mais comuns em indivíduos com transtornos mentais graves, podem ocorrer em pessoas que não os apresentem. Um estudo de Tien (1991) revelou que alucinações de qualquer tipo ocorrem na população normal com a incidência anual de 4 a 5 %, sendo as visuais mais comuns que as auditivas. Dessa forma, indivíduos sem transtornos mentais podem ter visões ou ouvir vozes sobretudo de parentes próximos já mortos, devido ao desejo intenso de reencontrá-los”. (Dalgalarrondo; 2008. p. 124) citando (Behrendt; Young, 2004).

Como então distinguir o transtorno alucinatório, onde as pessoas veem e ouvem pessoas mortas, monstros, orixás malignos e demônios, com a alucinação patológica descrita anteriormente por Dalgalarrondo? Bem, não recorreremos aqui á teoria da alucinação proposta por Alan Kardec em O Livro dos Médiuns por nos parecer pouco convincente aos materialistas e sem condições reais de distinguir a exata fronteira entre o Transtorno alucinatório e a alucinação patológica. Este é o ponto mais nevrálgico e mais difícil de nossa investigação filosófica, mas chegaremos a um instrumento lógico que tenha condições de delimitar a fronteira entre a mediunidade e a alucinação; este instrumento lógico é a lógica paraconsistente.

Adendo: Este tipo de fenômeno ou transtorno alucinatório que se manifesta como visualização, audição, sensação, cheiro ou gosto de elementos espirituais só pode ser validado em caso de certeza absoluta de que a pessoa em questão não sofre de nenhum tipo de psicose ou neurose aguda, posto que neste caso, este tipo de fenômeno é muito comum em pacientes psicóticos e neuróticos sofrendo de uma histeria, obsessão ou fobia. É aqui que entra a lógica paraconsistente de Newton da Costa, ou seja, o sujeito vivencia um fenômeno (alucinação) que é típica da psicose e da neurose histérica, obsessiva e fóbica (porém a alucinação na neurose tem a característica teatral ausente na psicose), mas não é um psicótico e nem um neurótico sofrendo de uma histeria, uma obsessão ou fobia. Como resolver a contradição? Na verdade a própria contradição ou paradoxo já aponta para o fato de que o fenômeno não é natural, mas sim sobrenatural, ou seja, a contradição manifesta a verdade de que se trata de um transtorno alucinatório e não de uma alucinação patológica. Deste modo, o transtorno alucinatório será um fenômeno espiritual se, e somente se, o paciente não sofrer de nenhum tipo de psicose ou neurose histérica, obsessiva ou fóbica, sendo um sujeito de estrutura psíquica neurótica, porém sem nenhum quadro patológico, como é o caso de Chico Xavier e Pedro Siqueira.

Tratamento: O tratamento do transtorno alucinatório é realizado em parte pelo Sacerdote Alvissarista (Advogado de Cristo) e em parte pela pessoa que padece do transtorno.

  • O Advogado de Cristo deve realizar sete seções de oração e imposição de mãos (passe) no local do corpo que é atingido pelo transtorno. A oração a ser realizada é o Credo Alvissarista, o Divino Espírito Santo, o pai Nosso, a Ave Maria e a oração do Anjo da Guarda, pedindo a este que abençoe um copo com água com o fogo do Espírito Santo (Angra) e o fogo da espada de São Miguel Arcanjo e depois a pessoa deve bebê-lo até a última gota. Cada seção deve começar com uma recitação do salmo 15 Na intimidade com Deus, e terminar com uma recitação do salmo 42 A Alma Sedenta de Deus.
  • A pessoa acometida do transtorno deve realizar sua liturgia individual (diária) e coletiva (semanal) durante sete semanas sem falta e tratar de animais de rua durante sete dias.
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