O Alvissarismo Cultural

O Alvissarismo Cultural é o conjunto de ideias apresentadas pelo Alvissarismo como forma de reestruturar os valores ocidentais como a família, a religião, o gênero, a raça, a arte e o bom gosto estético. Trata-se de uma construção teórica cuja meta é a reestruturação da civilização e da cultura ocidental, a fim de substituir a Sociedade Capitalista pela Sociedade Estruturalista. Para a realização de tal meta é preciso desconstruir o significado da Sociedade Capitalista em relação à família, a religião, o gênero, a raça e a arte e substituí-lo pelo significado da Sociedade Estruturalista. Ou seja, a meta do Alvissarismo Cultural é destronar a família burguesa e colocar em seu lugar a família Alvissarista, baseada na crença da reencarnação (que extermina o egoísmo da família burguesa e expande os laços familiares a toda a humanidade), na união civil e religiosa entre pessoas do mesmo sexo (que extermina o preconceito contra as manifestações naturais da sexualidade e fomenta a diversidade sexual e o respeito ao próximo), na igualdade das raças (que extermina o racismo e fomenta a tolerância entre as diversas raças e culturas) e na concepção fálica do belo ligada ao bem, à virtude, à verdade, ao poder e ao dinheiro (que obriga categoricamente os homens a amarem uns aos outros, a buscarem a virtude e a verdade e a utilizarem a política econômica como instrumento da justiça e da caridade). A desconstrução deve ser uma das principais ferramentas usadas pelo Alvissarismo Cultural. Derrida (1930-2004) ao inventar o desconstrutivismo forneceu ao Alvissarismo os meios para desmontar a Sociedade Capitalista que estruturou a civilização e a cultura ocidental e implantar a Sociedade Estruturalista. “A desconstrução de um texto ou de um fato histórico permite que se elimine o seu significado, substituindo-o por outro que se pretende”; foi com base no desconstrutivismo de Derrida que o Alvissarismo desmontou a crença na ressurreição da carne de Cristo, que mantinha a civilização e a cultura ocidental atrelada ao materialismo, e substituiu-a pela crença na ressurreição da alma de Cristo, que manterá a civilização e a cultura ocidental atrelada ao espiritualismo. A ressurreição da carne de Cristo é o acontecimento histórico que fundou toda a civilização e a cultura ocidental, ao desconstruirmos esse acontecimento histórico e substitui-lo pela ressurreição da alma de Cristo, explicada pelo roubo do corpo de Jesus e as aparições pós-mortem dadas em espírito e não em corpo, o Alvissarismo mudou o centro de gravidade pelo qual toda a civilização e cultura ocidental se estruturou. A crença na ressurreição da carne de Cristo é a ideia principal cuja qual fez com que a nossa civilização se aprisionasse ao materialismo. Ao substituir a crença na ressurreição da carne pela crença na ressurreição da alma, o Alvissarismo libertou a civilização e a cultura ocidental do mais denso materialismo e a presenteou com o mais puro espiritualismo.

Apesar de o Alvissarismo e o Marxismo terem o mesmo inimigo externo (o capitalismo), é preciso que deixemos bem claro que esta é a única coisa em comum entre o Alvissarismo e o Marxismo, na medida em que o Alvissarismo não é comunista; seria um erro os Alvissaristas se juntarem aos Marxistas para desconstruírem a Sociedade Capitalista, pois, apesar de ambos possuírem o mesmo inimigo externo, seria um grande problema se os Alvissaristas e os Marxistas se unissem, pois, apesar de possuírem inimigos em comum, ambos possuem objetivos absolutamente diferentes, pois, enquanto o Marxismo quer implantar o comunismo, o Alvissarismo quer implantar o estruturalismo, enquanto o Marxismo é materialista, o Alvissarismo é espiritualista, enquanto o Marxismo quer abolir a propriedade privada e substitui-la pela propriedade pública, o Alvissarismo quer estruturar a coexistência entre a propriedade privada e a propriedade pública. É importante que deixemos isso bem claro; o Alvissarismo não é comunista! O Alvissarismo é tão anti-capitalista quanto anti-comunista. Apesar do Alvissarismo lutar para desconstruir o capitalismo, todos os Alvissaristas devem ficar atentos às tentativas dos comunistas de implantar o seu regime ideológico no mundo (e lutar contra essa ideologia), e por isso vos aconselhamos a estudar a obra magestosa do grande Filósofo brasileiro Olavo de Carvalho (1947), pois a obra de Olavo é o mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Em toda a história da humanidade, não há alguém que conheça mais sobre o comunismo do que Olavo de Carvalho. Se Marx (1818-1883) revelou ao mundo a estrutura fundamental do capitalismo, Olavo de Carvalho revelou ao mundo a estrutura fundamental do comunismo.

O Alvissarismo teve a ideia de misturar Abraão (1812 a. C – 1637 a. C), Jesus (8-4? a. C – 29-36? d. C), Kardec (1804-1869), Freud (1856-1939), Jung (1875-1961) e Lacan (1901-1981), ou seja, o Alvissarismo sistematizou uma filosofia que unificou a tradição Judaico-Cristã-Espírita à psicanálise, a fim de reestruturar as concepções ocidentais sobre o significado da família, da religião, do gênero, da raça e da arte com o objetivo de desconstruir o significado da Sociedade Capitalista que estrutura a civilização e a cultura ocidental e substitui-lo pelo significado da Sociedade Estruturalista proposta pelo Alvissarismo. Quer dizer, o Alvissarismo pretende estabelecer uma reforma cultural na civilização ocidental com a finalidade de regenerar a humanidade e ressuscitar Deus através da metafísica, da teologia e da religião.

O que vai mudar o mundo da Sociedade Capitalista para a Sociedade Estruturalista não é a revolução armada como quis Marx (1818-1883) ao idealizar a Sociedade Comunista, mas sim a “revolução cultural” descoberta por Antônio Gramsci (1891-1937), ou seja, não se trata mais de uma luta armada, mas sim de uma luta ideológico-cultural, ou seja, trata-se de uma revolução pacífica baseada na não-violência, a exemplo de Mahatma Gandhi (1869-1948) e Martin Luther King (1929-1968). Gramsci é um autor que não deve ser desconsiderado pelo Alvissarismo por ser comunista, pois ele era um gênio revolucionário, no entanto, os Alvissaristas devem ter o cuidado de interpretar o seu trabalho (Cadernos do Cárcere) à luz do estruturalismo e não à luz do comunismo.

O Alvissarismo acredita que ao mudarmos a cultura, as tradições e os valores de um povo, mudamos a forma de pensar e agir da sociedade, e com isso a sociedade estará pronta para substituir o capitalismo pelo estruturalismo. Para chegar a esse objetivo, a estratégia do Alvissarismo é a seguinte:

1- A criação de escolas Alvissaristas, onde todos teriam os mesmos ensinamentos filosóficos, políticos, econômicos e religiosos propagados pelo Alvissarismo, ou seja, todos teriam quando crianças ensinamentos Alvissaristas. A ênfase dessa escola será o ensino de crianças sobre a ideologia Alvissarista, a fim de criar novas gerações de Alvissaristas cada vez maiores, mudando o cerne do ser humano e da sociedade, atingindo o seu inconsciente individual e coletivo através do mito, mudando o senso comum da sociedade. Esse trabalho é de longo prazo, talvez séculos, e a pretensão dessa estratégia é a de chegar a uma “hegemonia cultural”. Essa hegemonia deve preceder a tomada do poder legislativo pelo povo no sistema político teodemocrático. O “Príncipe”, ao contrário do que pensava Gramsci, não é o Partido Comunista, mas sim o Povo.

2- A “hegemonia cultural” é uma total dominação psicológica da sociedade, de forma que ela esteja pronta quando o Povo (O Príncipe) tomar o poder legislativo, aceitando a Teodemocracia de forma plena e singela. Da Escola Alvissarista surgirá o “intelectual orgânico”, que são filósofos, sociólogos, psicólogos, professores primários e universitários, músicos, cineastas, escritores, novelistas, jornalistas, educadores, assistentes sociais, pedagogos, membros do legislativo, do executivo e do judiciário, membros de instituições mundiais, de organizações não governamentais, e etc. Esses intelectuais formados desde a infância pela família, pela escola e pela religião farão paulatinamente a mudança da Sociedade Capitalista pela Sociedade Estruturalista. É necessário que todos pensem de modo mais ou menos igual para prepararmos a sociedade para lutar contra o Anticristo e aceitarem Jesus na sua terceira vinda a terra, a fim de que possa reinar por longos anos.

O moderno príncipe (O Povo) ao tomar o poder legislativo, poderá lutar contra o governo ditatorial do Anticristo e colocar Jesus no poder mundial. O Povo deve tomar o lugar nas consciências através do poder legislativo e configurar-se como a vontade de Deus, como o mandamento imperativo categórico, tornando-se a base de uma Teodemocracia, onde o Povo é o representante legislativo de Deus.

 

 

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