Teoria do Espaço-Tempo

No Livro Lógica Alvissarista o Alvissarismo apresenta a ideia de que é necessário dinstinguir o espaço real, simbólico e imaginário, e o tempo real, simbólico e imaginário.

O espaço real é o espaço físico (largura, espessura e comprimento) antes e depois do Logos, havendo, portanto dois tipos de espaço real, o espaço real 1 e o espaço real 2; o primeiro é inalcançável simbolicamente, enquanto que o segundo se manifesta através de fósseis e de paradoxos lógicos na linguagem.

O espaço simbólico é o espaço registrado pela ordem simbólica estruturada pelo Logos, ou seja, o espaço simbólico é o que dá sentido ao espaço real, já que é aquele fundado pelo surgimento do universo simbólico, em outras palavras, o espaço simbólico é aquele posterior ao Logos, posterior à letra que estrutura a realidade. O espaço simbólico é o que permite ao homem medir e contar o espaço real através de réguas e trenas (1, 2, 3… etc.). Sem o espaço simbólico é impossível conhecer o espaço real.

O espaço imaginário, por sua vez, é o espaço fundado através de um hiato entre o espaço real e o espaço simbólico, isto é, entre o antes e o depois do Logos. O espaço imaginário é o espaço que mediatiza o real e o simbólico; é o espaço fundado pelo Logos para dar vazão à ordem simbólica.

O tempo real, simbólico e imaginário, se estrutura da mesma forma que o espaço real, simbólico e imaginário, porém, é necessário esclarecer que o Logos é justamente o que fundi o espaço e o tempo através de um elo fundado num hiato, numa falta, num vazio arranjado pela ausência do fogo que dera origem ao universo da palavra, da letra e do número. O tempo real é o tempo físico (permanência, sucessão e simultaneidade) antes e depois do Logos, havendo, portanto, dois tipos de tempo real, o tempo real 1 e o tempo real 2; o primeiro é inalcançável simbolicamente, enquanto que o segundo se manifesta através de fósseis e paradoxos lógicos na linguagem. O tempo simbólico é aquele que surge através do Logos, ou seja, o tempo simbólico é aquele que permite ao homem medir e contar o tempo real através de relógios e calendários (1, 2, 3… etc.). Sem o tempo simbólico é impossível conhecer o tempo real. O tempo imaginário, por sua vez, é o tempo fundado através de um hiato entre o tempo real e o tempo simbólico, isto é, entre o antes e o depois do Logos. O tempo imaginário é o tempo que mediatiza o real e o simbólico; é o tempo fundado pelo Logos para dar vazão à ordem simbólica.

Antes do aparecimento do Logos o espaço e o tempo existiam de modo puramente real e de forma separada. Com o surgimento do Logos através do roubo do fogo, o tempo e o espaço se fundiram para estruturar a “Estética Transcendental”; em outras palavras, se antes do Logos o espaço e o tempo não eram unidos, depois do Logos o espaço e o tempo se fundiram, dando lugar ao que hoje chamamos de espaço-tempo, ou seja, antes do Logos o espaço e o tempo eram externos ao sujeito, e posteriormente ao surgimento do Logos o espaço e o tempo se fundiram e foram internalizados no sujeito, fundando assim a subjetividade através da cópula entre o espaço e o tempo, cujo centro de gravidade é um hiato gerado pela ausência do fogo; é exatamente por isso que o espaço e o tempo curvam-se através do deslocamento e da condensação simbólica, estruturada pelo hiato da ausência do fogo que é representado aqui pelo (-1), ou seja, representado pelo nome de Deus.

 

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