O Complexo de Abraão e o Complexo Cristão

Os conceitos de Complexo de Abraão e Complexo Cristão foram cunhados pelo Alvissarismo no primeiro selo do primeiro tomo de Alvíssara para designar o fenômeno psíquico-histórico-social que fundamenta a formação da personalidade, o processo histórico e a estrutura da sociedade. O fenômeno do Complexo de Abraão e do Complexo Cristão possui, portanto, três representações. 1°- Psíquica. 2°- Histórica. 3°- Social. O Complexo de Abraão é o fenômeno psíquico de origem edipiana manifesto através da ambivalência de sentimentos do pai para com o filho recém-nascido, devido ao fato de este, ao nascer, roubar terminantemente a atenção da mãe, deixando o pai a ver navios, produzindo em sua alma de forma inconsciente o desejo pela morte do filho na tentativa de ter a atenção da mulher toda de volta para si. Esta fase é vivenciada mais ou menos a partir do sétimo mês de vida da criança, onde o pai, já desgastado com o fato de o nascimento do filho ter representado de uma certa forma a perda da atenção da mulher, que antes do nascimento do filho era toda do marido, começa a produzir uma ambivalência de sentimentos em relação ao filho através de sonhos, fantasias, atos-falhos, esquecimentos e chistes. Não é raro, neste período, haver por parte do pai uma procura maior por outras mulheres fora do casamento ou da relação monogâmica, recorrendo ao adultério na tentativa de recompensar a falta de atenção da mulher, que agora só tem olhos para o filho recém-nascido, e o sexo há muito não se pratica. No entanto, o fenômeno psíquico do Complexo de Abraão não tem um formato único, sendo vivenciado de formas diferentes em contextos diferentes, de modo que o pai aqui representa a figura paterna, que pode ser qualquer substantivo e não necessariamente o pai biológico, podendo este fenômeno ser também vivenciado pela mãe, onde em geral se manifesta como depressão pós-parto, que é menos frequente no pai, mas onde o desejo infanticída mal ab-reagido, isto é, mal resolvido em uma catarse simbólica e/ou imaginária, retorna para dentro como suicídio. O Complexo de Abraão também pode ter um formato puramente cultural e não necessariamente psíquico, um exemplo clássico do formato cultural deste fenômeno é o infanticídio evidenciado entre algumas tribos indígenas do Brasil central, onde muitas vezes para não realizar a exigência do infanticídio promovido pela tribo, um dos pais ou ambos os pais cometem suicídio, dando a sua vida em troca da vida do filho. O termo Complexo de Abraão é usado pelo Alvissarismo como uma referência ao profeta Abraão, que, segundo conta a história, teria, a pedido de Deus, orquestrado a morte do próprio filho em um infanticídio. O Complexo Cristão é o fenômeno psíquico de origem edipiana manifesto através da ambivalência de sentimentos do filho para com o pai, devido ao fato de este ter roubado terminatemente a atenção da mulher, deixando o filho com ciúmes e ódio do pai por ter tirado o seu primeiro objeto de amor (a mãe), produzindo em sua pequena alma de forma inconsciente o desejo pela morte do pai na tentativa de ter a atenção da mãe toda de volta para si. Esta fase representa a resolução do Complexo de Édipo descoberto por Freud e é vivenciada mais ou menos entre o quinto e o sétimo ano de vida da criança, onde o filho, já enciumado pelo fato de ter percebido que a mãe não é toda dele, que ela é mullher do seu pai e que ele precisa dividir a atenção da mãe com o pai, começa a produzir uma ambivalência de sentimentos em relação ao pai através de sonhos, fantasias, atos-falhos, esquecimentos e brincadeiras. Nesta fase o filho se torna rival do pai, disputa a atenção da mãe com ele, pede para dormir com a mãe e coisas do tipo. O termo Complexo Cristão é usado pelo Alvissarismo como uma referência ao profeta Jesus, que, segundo conta a história, teria sido morto e crucificado pelo povo em um sacrifício de Deus, que deu o seu filho por amor à humanidade em um parricídio. Os fenômenos do Complexo de Abraão e do Complexo Cristão não se resumem à formação da personalidade, sendo também fenômenos históricos e sociais que tem origem com o homem primitivo de pequim e os aborígenes australianos e se repete de forma ciclica e casual por toda a história da humanidade desde a origem da linguagem. Consideremos agora o exemplo clássico, o infanticídio e o parricídio vivenciado pelo homem primitivo de pequim e pelo homem primitivo dos aborígenes, e o sacrifício de Abraão e a crucificação de Jesus, ou o holocausto contra os judeus e o assassinato de Gandhi. Apesar de esses fenômenos sociais ocorrerem em momentos históricos distintos, fica óbvio que todos estes fenômenos reproduzem o mesmo ato criminoso devido a sua estrutura similar; o infanticídio realizado pelo pai primevo de Pequim contra a sua horda familiar descrito no “Mito Alvissarista da Criação” é reproduzido posteriormente no sacrifício de Abraão e no holocausto contra os judeus, por outro lado, o parricídio realizado pelos filhos contra o pai primevo dos Aborígenes descrito no mito freudiano de “Totem e Tabu” é reproduzido posteriormente na crucificação de Jesus e no assassinato de Gandhi, e etc.

 

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