Filosofia Analítica

A filosofia analítica apresentada pelo Alvissarismo no Livro Lógica Alvissarista corresponde a uma concepção heterodoxa que entende a atividade filosófica como atividade necessariamente linguística, independente de ser a priori ou a posteriori, posto que seja a racionalidade e a experiência que dependem exclusivamente da linguagem, e não a linguagem que depende exclusivamente da racionalidade e da experiência, isto é, fora da linguagem, a racionalidade e a experiência nada significam. Isto é o que chamamos outrora de “Revolução Linguística na Filosofia”, que é diferente da “Virada Linguística na Filosofia”, na medida em que esta última não pretende que a linguagem seja a origem de todo conhecimento, ou seja, na filosofia analítica clássica não é o raciocínio e a experiência que dependem da linguagem, tal como é proposto pelo simbolismo ou idealismo simbólico do Alvissarismo, mas sim a linguagem que depende do raciocínio e da experiência, tal como proposto por todos os filósofos analíticos, e por isso o realismo vigente até então neste modo de fazer filosofia. O Alvissarismo propõe um tipo de filosofia analítica não clássica, e sua heterodoxia está firmada justamente no fato de sistematizar uma filosofia analítica idealista e não realista. Esta postura idealista na filosofia analítica nos leva à tese de que sem a linguagem e a estrutura formal do universo simbólico, o homem seria um animal irracional e a sua experiência frente os objetos do mundo real nada representariam, isto é, não teriam significado. Sem a estrutura formal da linguagem o homem seria um macaco, e o seu conhecimento sobre os objetos do mundo se restringiria ao instinto e ao condicionamento. Dito isto, a validade de uma análise lógica se verificará se ela for capaz de esclarecer as obscuridades da proposição e revelar o “quem” e “o que”, bem como o “onde” e o “quando” do fato afigurado, enquanto que a validade de uma análise metafísica se verificará se ela for capaz de esclarecer as obscuridades da proposição e revelar o “como” e o “porquê” do fato afigurado. Sendo assim, faz-se uma ideia mais precisa do que seja de fato a filosofia analítica. Os modelos operacionais determinam o que se entende por “fazer análise da linguagem”, ou seja, a lógica apresentada aqui torna precisa, segura e rígida a análise em questão. Portanto, fazer “análise da linguagem” é ser capaz de esclarecer as condições obscuras de uma determinada proposição e revelar o “quem” e “o que”, bem como o “onde” e o “quando” e, por fim, o “como” e o “porquê” do fato afigurado. O papel central da filosofia analítica proposta pelo Alvissarismo é erguer uma estrutura lógica transparente capaz de dar conta do funcionamento formal da linguagem e, além disso, reestruturar os pressupostos da metafísica, da teologia e da religião através de formalizações sistemáticas do mito, do rito, do sonho, da hierofania, da arte, da ficção, da filosofia e da religião através dos seis modelos operacionais da lógica, o “quem” e “o que”, o “onde” e o “quando”, e o “como” e o “porquê”. Desse modo, compreender o sentido de uma frase é compreender as condições de identidade, de espaço-tempo e de existência do fato afigurado, consistindo a análise da linguagem a uma análise lógica e metafísica.

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