Estruturalismo Histórico ou Dialético

O termo estruturalismo histórico ou dialético foi usado pelo Alvissarismo para designar o seu método de interpretação histórica e que consiste em interpretar os acontecimentos históricos como fundamentados em fatores criminológico-sociais (arquétipos criminológicos/relações criminais). Nesse sentido, a tese, segundo a qual as formas historicamente assumidas pela sociedade dependem das relações criminológicas que prevalecem durante as fases que estruturam o seu processo de desenvolvimento, constitui a proposição fundamental do estruturalismo histórico ou dialético. Nós apresentamos este método no segundo selo do primeiro tomo de Alvíssara. A grande novidade introduzida pelo Alvissarismo dentro do estruturalismo desde Saussure e Lévi-Strauss, foi revelar o aspecto histórico/dialético descoberto por Hegel como sendo o centro gravitacional onde se produzem e reproduzem os significados criminológicos que estruturam a sociedade. O estruturalismo histórico ou dialético é, portanto, uma síntese entre o estruturalismo de Lévi-Strauss e a dialética de Hegel, legando assim ao estruturalismo o aspecto histórico da estrutura social até então rejeitado pelos estruturalistas. A diferença primordial entre o estruturalismo clássico e o estruturalismo histórico ou dialético é que o primeiro desconsidera completamente a importância histórica da estrutura social, enquanto que o segundo coloca a história como seu centro gravitacional. Ao realizar estudos em criminologia, um filósofo estruturalista histórico ou dialético examinará as relações ocultas dos elementos/arquétipos criminológicos (a estrutura criminal) em, por exemplo, uma história, ao invés de focalizar em seu conteúdo. Um exemplo clássico são as similaridades entre o jogo da presença e ausência do fogo na era do gelo quando se deu a origem do Logos através do roubo do fogo e a presença e ausência do fogo nos jogos olímpicos hodierno. Apesar de os dois fenômenos sociais ocorrerem em épocas diferentes, é notório que ambos os fenômenos reproduzem o mesmo ato devido a sua estrutura similar, que é a passagem do fogo de mão em mão até chegar com este ao destino final. O mesmo ritual pode ser percebido também no rodízio de poder que está na base da monarquia e da democracia, onde o político passa a faixa presidencial ao próximo presidente e o rei passa a coroa ao próximo rei; ou então no futebol, onde os jogadores passam a bola de homem a homem até chegar com esta ao gol. Outro exemplo clássico é a prática do dízimo instituída pela lei de Moisés, a mais-valia na sociedade capitalista e o imposto no Estado moderno, que são reproduções de um único ato criminoso ocorrido no período paleolítico inferior: o roubo do fogo. Consideremos agora o outro exemplo clássico, o infanticídio e o parricídio vivenciado pelo homem primitivo de pequim e pelo homem primitivo dos aborígenes, e o sacrifício de Abraão e a crucificação de Jesus, ou o holocausto contra os judeus e o assassinato de Gandhi. Apesar de esses fenômenos sociais ocorrerem em momentos históricos distintos, fica óbvio que todos estes fenômenos reproduzem o mesmo ato criminoso devido a sua estrutura similar; o infanticídio realizado pelo pai primevo de Pequim contra a sua horda familiar descrito no “Mito Alvissarista da Criação” é reproduzido posteriormente no sacrifício de Abraão e no holocausto contra os judeus, por outro lado, o parricídio realizado pelos filhos contra o pai primevo dos Aborígenes descrito no mito freudiano de “Totem e Tabu” é reproduzido posteriormente na crucificação de Jesus e no assassinato de Gandhi, e etc.

 

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