A Estilística: Uma Proposta de Terapia Psicoespiritual

Para o Alvissarismo a estilística é um campo clínico de investigação teórica da psique e do espírito, sendo, portanto, um método de terapia psicoespiritual para compreensão e análise do espírito, compreendido como sendo o próprio estilo, abrangendo três áreas fundamentais. 1°- Um método de investigação da mente e do espírito e seu funcionamento estético-existencial. 2°- Um sistema teórico sobre a existência humana. 3°- Um método de tratamento psicoespiritual. A estilística é em sua essência uma teoria da personalidade e uma prática psicoterápica que produz uma compreensão da ética, da moral, da cultura e da espiritualidade. O termo “Estilística” pode ser usado como sinônimo de terapia psicoespiritual ou Psicologia Alvissarista. Nós apresentamos esta teoria no  Livro Psicologia Alvissarista, que se estrutura como uma metapsicologia, que sincretiza as obras psicanalíticas de Freud, Jung e Lacan com o Espiritismo.

No entanto, a estilística, em termos conceituais, deve ser denominada de insciência que estuda o comportamento e os processos mentais e espirituais, terapia psicoespiritual ao uso clínico do conhecimento obtido pela estilística, isto é, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico do Alvissarismo como um todo, e a estilística refere-se à forma de psicoterapia baseada nas obras de Freud, Jung, Lacan e Kardec. Estilística é, portanto, o termo que distingue a terapia psicanalítica propriamente dita, que se restringe aos processos mentais, da terapia proposta pela Psicologia Alvissarista, que embute aos processos mentais processos espirituais.

De acordo com o Alvissarismo, a estilística é um procedimento para investigação de processos mentais e espirituais que somente são acessíveis através dela. A estilística é um Tao, um método, um caminho, uma técnica para o tratamento da neurose, da perversão e da psicose de origem mental e/ou espiritual. A estilística é uma coletânea de informações sistematizada como uma nova psicoterapia de ordem espiritual.

A originalidade da proposição metafísica “o estilo é o espírito” permite que estruturemos uma psicoterapia do espírito, como uma realidade psíquica inconsciente. O Alvissarismo acredita que os transtornos mentais possuem uma etiologia mental e espiritual de ordem cármica, sendo o sofrimento psíquico resultado da contabilidade moral negativa do espírito dentro da Roda das Encarnações, ou seja, o sofrimento psíquico é o resultado negativo da lei de causa e efeito, de ação e reação que estrutura a linguagem cármica do processo cíclico de vida e morte, mede a qualidade e contabiliza a quantidade exata de boas e más intenções, pensamentos e ações do espírito. Sendo a doença mental o resultado do não pagamento de dividas morais do espírito adquiridas em vidas pretéritas. A consequência imediata do não pagamento de dividas morais contraídas pelo espírito gera em sua alma, corpo espiritual ou perispírito, um desequilíbrio elétrico e magnético que altera a sincronia funcional do psiquismo, produzindo assim a doença mental. Considerando que ao se fixar traumaticamente a um carma, que pode ser bom ou mau, crédito ou débito, vício ou virtude, os espíritos ficam presos ao ciclo de reencarnações, sendo objetivo final do espírito pagar todas as suas dívidas morais para com Deus, a natureza e o próximo e, desse modo, libertar-se do ciclo cármico da reencarnação, tornando-se um anjo de luz absolutamente livre de sofrimentos como a velhice, a morte, a doença e a miséria, que visa saldar as dívidas morais do espírito através da aquisição de créditos morais para com Deus, a natureza e o próximo que o permitam tornar o seu saldo moral positivo com a finalidade de atingir a angelitude.

O método básico da estilística é o manejo da transferência e da resistência em análise. O sujeito é encorajado a dizer tudo o que lhe vier à mente (associação livre). Suas aspirações, seus fracassos, traumas e fixações, angústias, sonhos e fantasias, experiências místicas ou mediúnicas, que são de interesse primordial do esteta (analista psicoespiritual), bem como todas as experiências vividas pelo estetizando (analisando psicoespiritual) são trabalhadas no processo estilístico. Escutando o estetizando, o esteta tenta manter uma atitude empática e neutra de não julgamento moral.

O Alvissarismo pressupõe que o inconsciente possui registros de vidas pretéritas, mas este não pode ser acessado diretamente, o conhecemos apenas por suas manifestações estéticas: atos-falhos, chiste, sonho, metáfora, metonímia, arte e sintomas diversos expressos no corpo e na alma. A hermenêutica estética é o método mais recomendado para se conhecer o inconsciente, o espírito. A mente inconsciente possuir um registro de todas as personas vestidas pelo espírito no ciclo cármico da Roda das Encarnações, tornando possível a análise da contabilidade moral do espírito e a prática terapêutica de pagamento de dívidas morais do espírito para com Deus, a natureza e o próximo com a finalidade de se libertar do ciclo cármico da existência e atingir a angelitude. O modelo estilístico da mente considera que a atividade mental é estruturada no papel primordial que a reencarnação tem no processo de emancipação do espírito.

Somente depois de ter erguido a confiança da relação transferencial, analisado os sintomas e feito o diagnóstico diferencial (neurose, psicose, perversão) com segurança é que o esteta dá início à análise estilística propriamente dita, posto que o tratamento estilístico é categoricamente vedado para sujeitos com estrutura psicótica, já que isso o levaria ao surto. Após a retificação subjetiva do sujeito e a ida para o divã, onde o esteta levará o estetizando a dialetizar o seu inconsciente até o extremo do dizível, até a origem da cadeia significante. A primeira fase do tratamento psicoespiritual estilístico se resume a solucionar as causas mentais do sofrimento psíquico do sujeito relacionadas à vida presente, isto é, pós-natal, mantendo-se dentro dos limites da linguagem (Logos) como uma psicologia. Enquanto que a segunda fase do tratamento psicoespiritual estilístico busca solucionar as causas espirituais do sofrimento psíquico do espírito relacionadas às suas vidas pretéritas, isto é, pré-natal, transgredindo os limites da linguagem (Logos) como uma metapsicologia. Na primeira fase do tratamento estilístico o esteta usa os métodos da associação livre e da interpretação hermenêutica do discurso para ter acesso ao inconsciente do sujeito. Na segunda fase do tratamento estilístico o esteta usa os métodos da hipnose e regressão da memória para ter acesso ao inconsciente do espírito, onde estão gravadas as impressões psíquicas de vidas pretéritas. Ao atingir o núcleo espiritual do trauma ou da fixação através da dialetização entre o significante de uma vida presente e outro significante de uma vida pretérita, seu inconsciente promove uma catarse espiritual, a energia psíquica é liberada e o sujeito sente um alívio em seus sintomas devido à libertação de vícios morais, culpa e mágoa, que outrora estavam aprisionados em sua alma, promovendo a troca do vício pela virtude e do débito pelo crédito, elevando o espírito mais rapidamente ao objetivo final da existência: a angelitude.

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