A Sociedade Estruturalista

A sociedade estruturalista é um modelo de sociedade apresentado pelo Alvissarismo no sexto selo do quarto tomo de Alvíssara, e que consiste em ser não apenas uma vertente de pensamento nas ciências humanas inspirado no modelo da linguística que apreende a realidade social como uma estrutura formal de relações, mas sim em um modelo de sociedade que foi arquitetado de modo a ser uma síntese entre o capitalismo e o comunismo. Em termos dialéticos, o capitalismo é uma afirmação (Tese), o comunismo, uma negação (Antítese), e o estruturalismo uma negação da negação (Síntese). O capitalismo afirma a propriedade privada e nega a propriedade pública; o comunismo nega a propriedade privada e afirma a propriedade pública; e o estruturalismo, por sua vez, afirma tanto a propriedade privada quanto a propriedade pública, formando assim um caráter indissolúvel entre o privado e o público. O que caracteriza a Sociedade Estruturalista é a possibilidade da coexistência entre a propriedade privada e a propriedade pública; numa Sociedade Estruturalista os meios de produção são todos 50% privados e 50% públicos, a fim de sintetizar a liberdade do capitalismo com a segurança do comunismo. A Sociedade Estruturalista é o supra-sumo idealizado por Hegel emergido da contradição entre o capitalismo e o comunismo, onde a certeza sensível é superada e a consciência chega à percepção quando o mundo é apreendido pela experiência como verdade na condição de “a coisa de muitas propriedades”. Hegel conceitualiza esse processo como o “suprassumir”, e ele assim define tal processo: “O suprassumir apresenta essa dupla significação verdadeira que vimos no negativo: é ao mesmo tempo um negar e um conservar. O nada, como nada disto, conserva a imediatez e é, ele próprio, sensível; porém é uma imediatez universal”. (Hegel; p. 96. 2011). O estruturalismo é um modelo político e socioeconômico baseado na coexistência entre a propriedade privada e a propriedade pública com fins lucrativos, onde as decisões sobre a oferta, a demanda, os preços, a distribuição e o investimento são feitos através de uma parceria entre o governo e a empresa, e os lucros são divididos entre os empregadores e os empregados e os salários possuem o mesmo valor para todos os trabalhadores independente do cargo que ocupam na sociedade, e são pagos pelo governo e pela empresa com base na quantidade de hora trabalhada.

O limite imposto pela Lei deve buscar um equilíbrio ou uma síntese entre o capitalismo (propriedade privada) e o comunismo (propriedade pública), de modo que o indivíduo possa tanto manter a sua liberdade e a sua identidade própria quanto ser capaz de se reconhecer como parte da sociedade. Esse é o princípio que fundamenta a Sociedade Estruturalista: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. A Sociedade Estruturalista é o modelo político-econômico criado pelo Alvissarismo com base no ideal Espírita-Cristão exposto no livro “Nosso Lar” psicografado por Francisco Cândido Xavier (1910-2002), onde sabemos pela sua revelação mediúnica através do espírito André Luiz que o sistema político-econômico no mundo espiritual é justamente o modelo apresentado pelo Alvissarismo; a Sociedade Estruturalista é a sociedade do mundo espiritual, isto é, um misto de liberdade com as limitações que a vida em sociedade impõe. Desse modo, o Governador de alguma cidade espiritual tem em seu favor a autoridade moral que se impõe aos membros da sociedade, da mesma forma como o Presidente da República tem em seu favor a autoridade estatal que se impões aos membros da sociedade. Em “Nosso Lar”, vemos, por exemplo, que o Governador é assistido por uma equipe de setenta outros espíritos que ministram a colônia, desse modo não se trata de um governo autocrático ou totalitário, na medida em que cada Ministro que compõem o colégio da governadoria possui autonomia e busca o bem da sociedade, havendo não só um trabalho especificamente direcionado para o bem estar social como também um diretor desse trabalho (o Ministro) que age de modo a promover uma dialética entre o indivíduo e a sociedade. O bônus-hora nada mais é do que o dinheiro do mundo espiritual, e ele demonstra que o valor do trabalho é idêntico para todas as pessoas da cidade, ou seja, independente do trabalho realizado, todos os indivíduos recebem o mesmo valor por hora trabalhada. Não se trata de um salário pago diferentemente para cada cargo ocupado, mas sim o mesmo salário pago para todos os cargos, com a diferença da hora de trabalho realizada, ou seja, os trabalhadores, independente do cargo que ocupam, recebem todos o mesmo salário por hora trabalhada. Esse é o modelo de salário proposto pelo Alvissarismo, ou seja, numa Sociedade Estruturalista o Presidente da República ganha o mesmo valor-salário por hora trabalhada que o policial federal; o Governador do Estado ganha o mesmo valor-salário por hora trabalhada que o professor estadual; o Prefeito da cidade ganha o mesmo valor-salário por hora trabalhada que o gari que varre as ruas da cidade onde o prefeito passa com seu carro de luxo; o Gerente da empresa ganha o mesmo valor-salário por hora trabalhada que o auxiliar de limpeza encarregado de varrer a sala onde o Gerente toma o seu cafezinho enquanto trabalha, e etc. Esse é o modelo de uma sociedade baseada no amor, na justiça e na caridade proposto pelo Alvissarismo, e todos os Alvissaristas devem lutar pacificamente para poder implantá-lo, tendo como instrumento os três poderes do Estado (executivo, legislativo e judiciário) e os três poderes da Sociedade (família, escola e religião). Na Sociedade Estruturalista proposta pelo Alvissarismo o homem bem sucedido na vida não é aquele que possui maior número de bens materiais, mas sim aquele que possui menor número de vícios morais. O Alvissarismo pretende, através do estruturalismo, construir uma sociedade onde o homem não vale mais aquilo que ele tem no bolso, mas sim aquilo que ele tem na alma, ou seja, o Alvissarismo idealiza uma sociedade onde o homem não é julgado por aquilo que ele tem, mas sim por aquilo que ele é.

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